
Tipo
Filme
Ano
1999
Duração
158 min
Status
Released
Lançamento
1999-10-27
Nota
6.4
Votos
1.576
Direção/Criação
Luc Besson
Orçamento
US$ 85.000.000
Receita
US$ 66.976.317
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Em 1429, a França é tomada por intensos conflitos políticos e pela ameaça de invasão. Embora a Guerra dos Cem Anos parecesse ter sido encerrada, a morte do rei inglês reacende o embate, com os invasores avançando por vastos territórios. Nesse cenário caótico, Joana d'Arc, uma jovem camponesa criada em meio à fé, testemunha uma violência devastadora que marca sua vida. Convencida de que visões divinas a guiam, ela apresenta ao rei uma mensagem audaciosa: com um exército provido por Deus, a nação poderá ser reconquistada.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Entretém e tem sentido épico, apesar de atropelar a veracidade histórica.** Pessoalmente, tenho algum receio quanto a filmes de fundo histórico, pois é extremamente comum atropelarem a história em privilégio da liberdade dramática. Como dificilmente podia deixar de ser, isso também aconteceu com este filme, que apresenta tudo menos a verdade ou a verdadeira história de Joana d’Arc. Neste filme, a jovem Joana é literalmente transformada numa fanática religiosa que sublima os seus traumas de infância por via de uma fé cega e um ódio aos ingleses. Com a França em vias de perder a Guerra dos Cem Anos e o trono francês a equilibrar-se periclitantemente entre o rei Henrique VI de Inglaterra e a enfraquecida Casa de Valois, Joana apresenta-se como sendo uma enviada do Céu para salvar a França. O filme nunca dá crédito às visões de Joana e coloca o público em dúvida. Terá Joana falado com Deus ou visto apenas o que quis ver? O filme tem um elenco de peso, com nomes muito conhecidos, mas nem todos estiveram bem. Milla Jovovich é bonita, mas parece-se mais com uma fanática religiosa enlouquecida do que com uma carismática e convincente líder de massas, como deve ter sido a verdadeira Joana. O desempenho dela começa bem, mas vai perdendo qualidade à medida que o filme evolui e ela parece simplesmente perder o juízo ou a noção da realidade. John Malkovich fez um rei Carlos VII hipócrita e foi bom nessa tarefa, mas não consegue ir além disso. Dustin Hoffman faz uma personagem estranha e muito cínica, mas o filme não esclarece quem ele é realmente e fica-se com a ideia de que pode ter contornos diabólicos. Vincent Cassel também aparece mas não faz nada de notável. Foi dirigido por Luc Besson, que coloca o estilo e a arte acima do roteiro ou da história contada. Nesse aspecto, e em boa parte por culpa disso, senti que o filme, além de esquecer a maioria dos detalhes da vida da verdadeira Joana e de empolar o que restou, é bastante vazio. Bonito, mas sem nada que o sustente e dê conteúdo. O final é bastante medíocre. O melhor do filme são as cenas de acção e de luta verdadeiramente épicas, com uma boa banda sonora e bons adereços, além de figurinos e cenários medianos e historicamente imprecisos.
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