
Tipo
Filme
Ano
2006
Duração
88 min
Status
Released
Lançamento
2006-11-11
Nota
5.7
Votos
198
Direção/Criação
Jason Todd Ipson
Orçamento
US$ 2.500.000
Receita
-
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Uma jovem estudante de medicina em patologia suspeita que o espírito de um cadáver morto no necrotério do hospital onde ela trabalha está matando todos que manipulam ou profanam o corpo.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Prometia muito mais do que entregou.** Como já tenho dito em outras ocasiões, o cinema de terror oscila bastante: podemos ter grandes produções que não funcionam e não assustam ou produções de baixo orçamento surpreendentemente eficazes. O dinheiro disponível não é necessariamente um abonador de qualidade aqui. Este filme não é perfeito, tem falhas bastante óbvias quando se começa a pensar racionalmente sobre o que é mostrado…, mas apesar disso, funciona melhor do que muitos filmes mais caros que tenho visto por aí. Corri English é uma actriz jovem, bastante atraente, e que consegue dar-nos o suficiente de si mesma neste filme, que exigia razoavelmente pouco do elenco. Eu não a considero uma boa actriz, mas ela fez o que era necessário fazer neste filme e pode, caso queira e se empenhe, desenvolver muito mais o seu talento dramático. Acredito que a actriz estará interessada nessa evolução e terei o maior gosto em vê-la progredir. Ela é bem suportada por Scot Davis, Joshua Alba e Jay Jablonski, que se limitam a fazer o mais básico, a dar à actriz o espaço que ela necessita e a fazer de interesses românticos. Derrick O’Connor é um professor misterioso, sombrio e adequadamente arrogante. A trama começa com um grupo de estudantes de medicina numa morgue, onde deverão dissecar e estudar cadáveres doados à ciência. O problema é que uma das alunas percebe uma energia negativa do seu cadáver, e começa a acreditar que há alguma coisa errada. A sensação acentua-se quando as pessoas que contactaram previamente com aquele corpo começam a morrer. A premissa do filme é original o suficiente para nos surpreender e a trama desenrola-se maravilhosamente bem até meio do filme, com uma atmosfera que se vai adensando gradualmente e uma direcção eficaz de Jason Todd Ipson. Os problemas com o roteiro começam a partir do meio: eu não sei o que se passou entre a equipa de produção e de edição, mas senti que eles não conseguiram dar uma conclusão boa ao filme: a atmosfera de ‘suspense’ e tensão começa a esgaçar-se, o mistério começa a desaparecer à medida que mais informação vem à tona, aquele envolvimento amoroso da protagonista é previsível e pouco convincente, e há vários erros de lógica imperdoáveis. Por exemplo, não compreendo como é possível a total passividade dos responsáveis do hospital, e das próprias autoridades, após mais de uma morte dentro do espaço hospitalar; da mesma forma, naquela cena perto do fim onde a protagonista arrasta pelo chão o “seu” cadáver num saco, nós vemos um rasto de sangue que não podia aparecer, considerando que o cadáver não é fresco e foi preparado para uma dissecação. E prefiro já nem sequer pensar na estupidez que foi colocar os Astecas, que sempre viveram no México, a viverem no Brasil! Uma conclusão decepcionante para um filme que prometia muito mais.
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