Meu Pé Esquerdo
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Meu Pé Esquerdo

Meu Pé Esquerdo

Um filme sobre a vida, o riso e o milagre ocasional.

Tipo

Filme

Ano

1989

Duração

103 min

Status

Released

Lançamento

1989-04-07

Nota

7.5

Votos

1.011

Direção/Criação

Jim Sheridan

Orçamento

US$ 645.180

Receita

US$ 14.743.391

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Christy Brown (Daniel Day-Lewis), o filho de uma humilde família irlandesa, nasce com uma paralisia cerebral que lhe tira todos os movimentos do corpo, com a exceção do pé esquerdo. Com apenas este movimento Christy consegue, no decorrer de sua vida, se tornar escritor e pintor.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Bons actores e boas interpretações num filme que parece ter tentado romancear a vida de uma pessoa verdadeira.** Apesar de gostar bastante de arte, eu não sou um conhecedor de arte contemporânea muito profundo, pelo que nunca ouvira falar de Christy Brown até ver o filme. Apesar de o filme nos deixar uma história de superação muito interessante, acho que vale a pena mencionar o facto de que há imensas pessoas tetraplégicas ou que padecem de algum tipo de paralisia e que, após alguns anos, aprendem a usar a boca ou o pé para escrever ou pintar. No meu país existe inclusivamente uma associação dedicada a dar visibilidade aos trabalhos e aos artistas que se expressam desta maneira única, e eu mesmo adquiri alguns livros de poesia e desenhos para a minha colecção pessoal. Nascido numa família pobre com muitos outros filhos, Christy teve sorte: apesar de a sua condição ser um enorme desafio, os seus pais optaram por não o desamparar, como quase fatalmente acontecia, e criaram-no com os restantes irmãos. A vida dele não deve ter sido fácil, mas o amor incondicional da mãe dele ajudou-o em cada adversidade. Foi, de resto, uma vida breve, marcada por um divórcio e um segundo casamento que pode ter sido profundamente infeliz e ter contribuído para uma morte precoce. Portanto, a história de Brown é mais densa, mais sombria e mais triste, e o filme não conta tudo, nem conta a verdade nua e crua, somente uma versão ficcional bonita. Além dos problemas na trama do filme, a direcção de Jim Sheridan parece errática: temos momentos notáveis, como quando as crianças roubam o carvão, e outros que poderiam e deveriam ter sido melhor explorados, sendo a sequência final a parcela mais entorpecente e decepcionante de todo o filme. A cinematografia também não é particularmente notável, ainda que eu tenha apreciado bastante os cenários, os figurinos e os vários locais onde as cenas foram sendo filmadas. Quanto ao elenco, acho que todos se saíram razoavelmente bem, e que o filme ganha bastante qualidade graças ao desempenho colectivo dos actores. Tanto assim é que o filme conseguiu arrecadar os Óscares de Melhor Actor e Melhor Actriz Secundária. É claro que Daniel Day-Lewis, na qualidade de protagonista, é o mais impactante e o que merece maior louvor. O actor é famoso pelo comprometimento com o trabalho, pelo tanto que está disposto a empenhar para conseguir a excelência naquilo que faz, e não deixou de seguir as mesmas ideias e método neste filme. Brenda Fricker, que interpretou a mãe de Brown, não fica atrás deste actor e consegue ser credível no seu sofrimento e sacrifício.

Fotos do título

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