A Volta ao Mundo em 80 Dias: Uma Aposta Muito Louca
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A Volta ao Mundo em 80 Dias: Uma Aposta Muito Louca

A Volta ao Mundo em 80 Dias: Uma Aposta Muito Louca

A mais louca aventura.

Tipo

Filme

Ano

2004

Duração

120 min

Status

Released

Lançamento

2004-06-16

Nota

6.0

Votos

2.678

Direção/Criação

Frank Coraci

Orçamento

US$ 110.000.000

Receita

US$ 72.178.895

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Phileas Fogg, inventor que vive na Inglaterra vitoriana, é desafiado por outro inventor a dar a volta ao mundo em 80 dias. Em sua jornada, ele é acompanhando por seu empregado fiel, Passepartout, e por Monique, sua bela navegadora.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Uma comédia leve e divertida, com problemas diversos ao nível da escrita do argumento, mas que conseguimos vencer por não levarmos o filme demasiado a sério.** O famoso livro de aventuras escrito por Júlio Verne tem conhecido um número de filmes e adaptações cinematográficas muito diversas entre si, mas que parecem ter uma coisa em comum: não respeitam integralmente a obra escrita, preferindo florear a história com uma série de adições inventadas pelos argumentistas. Assim, e tal como a adaptação dos anos 50 que, por simples coincidência, vi por estes dias, este filme é muito bom a dar-nos um entretenimento passageiro e inconsequente, mas não é uma adaptação fiel ao livro… não é um grande problema, no entanto: afinal, o filme mostra-nos que não devemos levá-lo demasiado a sério. De facto, o filme que temos diante de nós resulta da junção de duas tramas: a clássica em que um fleumático cavalheiro britânico, que se dedica à engenharia e à invenção de uma série de geringonças, decide fazer a volta ao mundo em oitenta dias após uma aposta com outro cavalheiro que o desafiou; e a inventada pelos argumentistas, onde além disso temos um Passepartout de origem chinesa que procura, a todo o custo, devolver à sua aldeia de origem a estatueta de um Buda de jade verde que eles consideram sagrada, e que estaria no cofre do Banco de Inglaterra por uma razão qualquer, que parece ser do interesse de uma espécie de tríade mafiosa que quer impedir a devolução do artefacto. E não me parece que a junção tenha sido absolutamente feliz, na medida em que a história inventada pelos argumentistas é fraca e desinteressante. Apesar destas fraquezas, o filme é divertido o suficiente para nos fazer esquecer isso. Nós conseguimos aceitar o filme como é, com este e outros problemas, porque ele consegue de facto divertir-nos e fazer-nos passar um bom momento. Grande parte disso assenta nos diálogos inspirados das personagens, e no humor situacional muito bem trabalhado e para o qual cada actor dá o seu contributo particular. Steve Coogan, impecável no papel de um cavalheiro vitoriano, é extraordinariamente feliz no seu humor britânico, mas até mesmo Jim Broadbent tem excelentes momentos de humor para nos oferecer. Jackie Chan não é tão verbal no humor… afinal, as qualidades físicas do actor e mestre de artes marciais são ideais para a comédia “slapstick”, extremamente física, onde ele tem espaço para mostrar a sua elasticidade e boa forma física. Cecile de France e Ewen Bremner também são boas adições ao elenco e fazem um trabalho muito bom. E, tal como aconteceu no filme mais antigo, há alguns cameos por aqui… a diferença é que não são meramente decorativos e os actores convidados realmente têm um espaço e um papel a desempenhar, como sucede a Arnold Schwarzenegger, que dá vida a um príncipe indiano narcisista, ou Kathy Bates, que interpretou a rainha Vitória. Com um filme que é tão solidamente assente na história contada e no desempenho dos actores haverá, ainda, espaço para alguma adição feliz por parte dos aspectos técnicos? Na verdade, eu penso que sim: por vários momentos, eu fui percebendo a qualidade dos efeitos visuais e especiais, bem como do CGI utilizado no filme. Podemos ver isso mais atentamente, por exemplo, nos grafismos onde a viagem é sobreposta ao mapa do mundo ou da Europa, consoante os casos, mas eu poderia ir citando mais momentos onde isso se torna evidente. A equipa de design de produção também faz um trabalho feliz ao dar-nos cenários suficientemente convincentes, ainda que não historicamente precisos, e o mesmo se pode dizer dos figurinos e dos adereços utilizados em vários momentos. Por fim, mas não menos importante, vale a pena destacar o contributo positivo da banda sonora alegre e estimulante, como convém a uma aventura.

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