
Tipo
Filme
Ano
2005
Duração
94 min
Status
Released
Lançamento
2005-02-11
Nota
4.2
Votos
1.947
Direção/Criação
Lawrence Guterman
Orçamento
US$ 84.000.000
Receita
US$ 59.918.422
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
O aspirante e cartunista Tim Avery está bastante relutante em se tornar pai. Quando ele descobre, então, que o seu bebê tem habilidades pra lá de estranhas, a confusão começa pra valer! Afinal, de alguma forma, a criança manifesta os poderes da Máskara de Loki, um objeto mitológico que transforma a pessoa que o usa em um alter-ego maníaco e que pode mudar de forma como quiser. E, pior do que ter um bebê com super-poderes em casa, é ter o próprio Loki atrás de você querendo a máskara de volta...
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Um filme feito para ganhar dinheiro à custa do sucesso do seu predecessor, mas que não tem qualquer relação com ele.** Quem viu o filme “The Mask” com Jim Carey, de 1994, não pode ter ficado indiferente. É uma daquelas comédias familiares que marcou os anos 90 e que contribuiu fortemente para a ascensão meteórica da carreira do actor cómico. Era um filme que, a meu ver, não precisava de uma sequela, mas que, se esta viesse a existir, teria obrigatoriamente de ter a mesma equipa e um elenco semelhante (isto é, mantendo, pelo menos, Carey e alguns outros actores). Infelizmente, este filme faz tudo o que não devia ter sido feito. De facto, qualquer comparação entre o primeiro filme e esta porcaria é escusada. Já não é a primeira vez que vejo que há sequelas feitas para lucrar em cima de grandes êxitos e que não possuem, virtualmente, qualquer conexão com os filmes precedentes. Este é só mais um exemplo. Jim Carey fez bem em não se querer associar a um projecto falhado à partida, até porque a maioria do elenco que se associou ao filme não conseguiu tirar dele qualquer partido para além do encaixe financeiro. O filme é nitidamente caro e estúpido. Teve um orçamento alto, que foi investido numa gama de recursos CGI e efeitos visuais massivos e às vezes impressionantes, mas tudo o resto está em falta. E a maior falha do filme não podia ser outra: o roteiro é tão amador e idiota que parece ter sido feito por crianças de dez anos de idade. As ideias são más, há uma série de situações em que sentimos que estão a fazer chacota do público e a gozar com a nossa inteligência. Outro problema deste filme é a total ausência de humor. O filme deveria ser engraçado e fazer-nos rir, mas não conseguimos achar piada a nada. Muito do que é mostrado já foi feito – e melhor – no primeiro filme, e o que foi introduzido como novidade é uma série de piadas escatológicas ou nojentas que, eu acho, podiam bem ter sido cortadas. Mesmo os públicos infantis poderão não ter muito interesse em ver isto, se pensarmos bem. O elenco faz o que pode, mas não pode fazer muito. No fundo, os actores acabam por ser quem menos culpa tem no facto de o filme ser lixo. Alan Cumming acaba por ser o melhor actor presente e é o único que vale a pena ver trabalhar. Ele é um vilão eficaz e a sua veia cómica é interessante, mas totalmente desperdiçada aqui. Bob Hoskins faz uma aparição, mas é inócua e não acrescenta nada ao filme. Jamie Kennedy é mau, faz um mau trabalho e seguramente deve estar arrependido de ter entrado neste filme. O resto é, basicamente, um monte de figurantes, mesmo quando têm de falar.
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