V/H/S/85
Voltar
V/H/S/85

V/H/S/85

Tipo

Filme

Ano

2023

Duração

110 min

Status

Released

Lançamento

2023-11-23

Nota

5.7

Votos

160

Direção/Criação

Natasha Kermani

Orçamento

-

Receita

-

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Revelados através de um documentário feito para a TV, cinco histórias de terror encontradas em imagens emergem para levar os espectadores a uma jornada aterrorizante ao ponto fraco da década de 1980.

Anterior5.7Próximo

Reviews

Total: 1

Pedro Quintão

Revi V/H/S/85 com o meu irmão, para ele foi a primeira vez, para mim a segunda. Já temos esta espécie de ritual: uma vez por ano, quando ele vem dormir cá a casa, ficamos até tarde a ver um filme desta saga. Gostei imenso de rever, mas confesso que não tem o mesmo efeito da primeira vez. Ver os filmes da saga V/H/S é como andar numa montanha-russa: da primeira vez é adrenalina pura, mas quando repetimos já sabemos as curvas, o percurso e tudo o que nos aguarda, fazendo com que o fator choque perca força. Enquanto antologia, V/H/S/85 mantém o espírito sujo, bizarro e experimental que define a saga. Só que, tal como nas anteriores, nem todos os segmentos brilham. “Total Copy”, o segmento principal que surge como intervalo entre cada "fita" é aquele primo esquisito que quer ser diferente mas não sabe como. David Bruckner arrisca numa abordagem quase documental sobre uma criatura misteriosa num laboratório, mas falha em provocar mistério, tensão e até na narrativa. Já “No Wake” e “Ambrosia” são, para mim, os pontos mais altos. O primeiro começa de forma enganadoramente banal com um grupo de amigos junto a um lago, mas acaba por se transformar numa surpresa sangrenta. O segundo é ainda mais fascinante, tanto pela direção técnica (cenários, maquilhagem, figurinos, tudo a gritar anos 80), como pelo conceito narrativo. É daqueles segmentos que nos lembram porque é que V/H/S é uma especial dentro do vasto género de terror, culminando numa reviravolta brilhante. Entre os menos conseguidos, “God of Death” tinha uma premissa até interessante ao apresentar uma equipa de resgate a enfrentar as consequências de um sismo, mas nunca consegue agarrar. Falta-lhe impacto, uma escrita competente, e até o twist final soa forçado. Em contrapartida, “TKNOGD” vai exatamente no sentido oposto: simplista, cru, mas tão perturbador que parece quase que estamos a ver algo proibido vindo da d33p w3b. A sua proposta simples, torna-o mórbido, sujo e inesquecível, uma daquelas experiências que nos lembram o lado mais visceral da saga. E depois há “Dreamkill”, que podia ter sido um filmaço se fosse expandido para uma longa-metragem. A ideia de polícias a receberem cassetes VHS com homicídios filmados ainda antes de acontecerem é arrepiante. O segmento começa logo com violência gráfica e confesso que esses momentos são desconfortavelmente realistas, e o desconforto torna-se mais acentuado devido às músicas bizarras no fundo. Além disso, é ambientado no mesmo universo de Black Phone, sendo também realizado pelo mesmo realizador, Scott Derrickson provou aqui que tem material para algo maior e absolutamente mórbido. Espero genuinamente que avance com uma longa-metragem. No fim, V/H/S/85 mantém-se como um bom capítulo dentro da saga. Não atinge o impacto da primeira vez que o vi, mas é natural que algumas experiências de terror não sejam tão boas de revisitar, sobretudo quando partilhadas. Mesmo assim, vale a pena se forem fãs de cinema bizarro e um pouco mais grotesco.

Fotos do título

Clique para abrir e expandir cada foto.