
Coração de Dragão 2 - Um Novo Começo
Nasceu um homem. Surgiu um herói. Criou-se uma lenda.
Tipo
Filme
Ano
2000
Duração
84 min
Status
Released
Lançamento
2000-08-08
Nota
5.4
Votos
326
Direção/Criação
Doug Lefler
Orçamento
-
Receita
-
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Quando um garoto solitário e órfão descobre aquele que pode ser o último dragão vivo na terra, ele percebe que seu sonho de se tornar um cavalheiro pode virar realidade. Entre desafios e obstáculos, a dupla vai vivendo heroicas aventuras, mas algo maior se aproxima. Eles estariam preparados para grandes desafios?
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Lamentável.** Se “Coração de Dragão” conseguiu ter impacto e afirmar-se como uma aventura épica icónica, não se pode dizer o mesmo das suas sequências. Na resenha que escrevi para o filme inicial, falei um pouco acerca da sua popularidade e impacto… e quando um filme consegue esse efeito, isso já torna expectáveis uma série de continuações destinadas a “ordenhar a vaca” e rentabilizar o êxito obtido. Esta foi a primeira sequela, e foi tão fraca que teria sido melhor não existir. Já sabemos que as sequelas raramente são tão boas quanto os filmes originais (embora possamos nomear vários exemplos de sequelas tão boas ou melhores que os originais), mas este filme é tão fraco e teve um orçamento tão limitado que eu tenho dúvidas sobre o real empenho do estúdio para levar o projecto a bom porto. Os aspectos mais louváveis e redentores deste filme residem nalgumas das suas características técnicas. De facto, o filme tem uma boa banda sonora (em boa parte uma reciclagem dos temas musicais do primeiro filme) e tenta ao máximo ser divertido, envolvente, simpático e agradável para toda a família. Há bastante humor, embora nem sempre as piadas funcionem: flatulência em chamas ou baba a escorrer sobre um humano são situações que nós já vimos antes em filme, e muito melhor. Tudo o resto é lamentavelmente fraco: o roteiro, baseado numa profecia inverosímil e num ovo de dragão deixado por Draco, é bastante fraco e está cheio de problemas; há várias cenas com bastante acção, mas quase todas elas são excessivamente coreografadas, imaginativas e pouco interessantes, além de que o clímax foi claramente alinhavado às pressas. Os cenários e figurinos também padecem dos excessos de imaginação aplicados ao roteiro, tornando a Idade Média na Terra Média, ou quase. Há claramente problemas de falta de bom gosto na concepção dalguns cenários e figurinos. O filme utilizou CGI e efeitos computorizados de forma bastante intensiva, tanto para os castelos como para o próprio dragão. O seu uso, todavia, devia ter sido mais pontual, posto que nada é real e nós percebemos isso claramente. Eu, por mim, não me lembro de ter visto muitos filmes com um CGI e efeitos tão claramente falsos e amadores! Há também problemas de ritmo, que denunciam uma edição falha e muitas deficiências no trabalho de pós-produção. Acerca dos actores, só posso dizer que não devemos esperar por milagres. Estamos a lidar com um elenco muito fraco, com um talento débil e pouco capaz de brilhar. A personagem principal é o dragão criado em CGI, mas apesar do bom trabalho de voz de Robby Benson, ele é um idiota. As melhores interpretações são de Christopher Masterson e Harry Van Gorkum. Masterson é o herói clássico e Gorkum é o vilão maquiavélico. O que os une? Ambos são canastrões.
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