
Plano 9 do Espaço Sideral
Tipo
Filme
Ano
1957
Duração
79 min
Status
Released
Lançamento
1957-03-15
Nota
4.2
Votos
593
Direção/Criação
Edward D. Wood Jr.
Orçamento
US$ 60.000
Receita
-
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Uma dupla de alienígenas que estava irritada com as "estúpidas mentes" do planeta Terra, faz sua base em um cemitério da Califórnia, pois planejavam através do "Plano 9", que se refere a um eletrodo de longa distância que é colocado nas glândulas pineal e pituitária dos mortos, criar um exército de zumbis que marchassem para conquistar as capitais do mundo. O fato de ressuscitarem só três mortos não os desencoraja. Jeff Trent (Gregory Walcott), um piloto de uma linha aérea que vive perto do cemitério precisa salvar Paula (Mona McKinnon), sua mulher, destes seres.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Miseravelmente memorável.** Este é um daqueles filmes que, sem dúvida alguma, é mau. Mais do que ser apenas mau, é um objecto de estudo para qualquer aprendiz de cineasta, porque quase tudo o que poderia correr mal, correu realmente muito mal. Os problemas começam na direcção, absolutamente incompetente, de Ed Wood. O meu gato é melhor director de cinema. Desatento, descuidado e incapaz, Wood simplesmente deixa que cada um vá fazendo o seu trabalho por sua conta e risco. Wood não parece preocupar-se com qualquer questão de continuidade (dias e noites parecem suceder-se aleatoriamente, adereços surgem e desaparecem várias vezes), permite tranquilamente que possamos ver o material de filmagem (câmaras, microfones, aparelhagem de luz, etc.) deixa até cair as lápides de papelão do seu cemitério, tão obviamente falsas que é incrível terem sido usadas num filme. E prefiro já não mencionar os discos voadores, que são obviamente brinquedos infantis pendurados com fios transparentes, provavelmente manobrados por canas de pesca! O roteiro é, naturalmente, outro problema, dando-nos uma das histórias mais fantasiosas e claramente falsas que a ficção científica já viu nascer: misturando desagradavelmente vampiros, mortos vivos e alienígenas, sentimos que apenas falta encontramos o Tarzan, o Pato Donald, dois ou três cowboys e uma família do Minnesota em férias, entretida a fazer um churrasco no cemitério. A imaginação é o limite! E o diálogo? O filme é um manancial imparável de dichotes e frases memoráveis, fruto da forma infantil e idiota como tudo foi escrito. O elenco reúne uma série de nomes bem conhecidos da maioria do público, não por serem bons actores, mas por fazerem papéis importantes e notáveis a dados momentos. É o caso de Maila Nurmi, a eterna Vampira, que não diz uma única palavra e faz pouco mais do que encarar-nos, e às outras personagens. Mesmo sem abrir a boca para proferir um som, este é sem dúvida um dos filmes mais icónicos desta actriz, numa das “personas” mais marcantes da carreira. Também o simpático Tor Johnson está por aqui, com o seu visual inconfundível que o transformou numa figura marcante dos filmes de terror baratos desta época. Bela Lugosi teve, neste filme, a sua última aparição no cinema. Invariavelmente envolto na sua capa de vampiro aristocrata, que o eternizou e na qual seria depois sepultado, ele morreu durante as filmagens, tendo sido muito habilmente substituído por outro homem, que esconde o rosto com a capa para não ser tão evidente que são duas pessoas diferentes.
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