O Corvo: A Cidade dos Anjos
Voltar
O Corvo: A Cidade dos Anjos

O Corvo: A Cidade dos Anjos

A magia não acabou... acredite em um outro poder!

Tipo

Filme

Ano

1996

Duração

84 min

Status

Released

Lançamento

1996-08-29

Nota

5.5

Votos

593

Direção/Criação

Tim Pope

Orçamento

US$ 13.000.000

Receita

US$ 25.317.287

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Um homem e seu filho são mortos por uma gangue, após testemunharem um assassinato. Mas o pai é trazido de volta à vida por um misterioso corvo, para se vingar dos seus executores. É quando em meio à sua cruzada decide por proteger uma bela tatuadora que vive em um lugar dominado pela violência.

Anterior5.5Próximo

Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Uma cópia *hardcore* do primeiro filme, cheia de sexo, BDSM e drogas.** Este filme veio no seguimento do sucesso do filme com o mesmo nome estrelado por Brandon Lee alguns anos antes. Pessoalmente, quando o encontrei, pensei que iria ser uma continuação da história, ou pelo menos algo que explicasse a maneira misteriosa como tudo se passou ali. Infelizmente, o que temos é um remake desnecessário e muito mal-executado, que substitui a tensão e o ‘suspense’ por doses acentuadas de BDSM, sexo e drogas. Basicamente, é uma cópia hardcore decadente do primeiro filme. O roteiro é igual ao do filme de 1994: um homem volta misteriosamente do outro mundo para se vingar após ter sido assassinado com o filho menor, dotado de enorme força e impressionante invulnerabilidade, além de uma ligação umbilical a um corvo preto. Ele vai obter a colaboração de Sarah, uma tatuadora que, sem que compreendamos a razão, decide envolver-se na situação e seguir aquele vingador como se ele fosse o amor da vida dela. Porém, o sub-enredo romântico entre os dois é um nado-morto, posto que nunca redunda em algo concreto. Tudo o resto copia, a par e passo e com poucas ‘nuances’, o que vimos em 1994 num filme muito melhor. Em troca desta colagem, gritante e desonrosa, imposta pelo estúdio, o filme brinda-nos com uma visão ainda mais distópica e decadente da sociedade urbana, com doses maciças de drogas pesadas, violência gratuita, orgias movimentadas, sexo livre, brinquedos eróticos e artigos de cabedal tirados das prateleiras das ‘sex shops’. Eu estou convencido de que os responsáveis pelos adereços e figurinos adquiriram o ‘stock’ de uma série de lojas apenas para este filme. Para tornar tudo pior, o filme não faz qualquer tentativa para tornar o protagonista mais querido do público, e o resultado é evidente: apesar de tudo o que ele passou, o público fica indiferente e não é capaz de sentir empatia pela personagem. Nós simplesmente vamos acompanhando o filme, sem muita emoção ou interesse real. Se o filme parece ter sido feito de modo preguiçoso e desleixado, isso acaba por ser o sentimento dominante quando o vemos e deixa-nos igualmente preguiçosos e ensonados. O elenco não conta com nomes particularmente sonantes e é inteiramente vítima da maneira como o filme foi concebido. Não há aqui elementos de valor ou redentores. Vincent Perez é o protagonista e faz um trabalho morno. Ele tem carisma, tem força e presença, mas não recebeu material decente e a história não ajuda no trabalho do actor. Richard Brooks é um vilão perverso, mas tem pouco a oferecer-nos além de uma caricatura hardcore. Iggy Pop, cantor reconhecido do universo ‘punk rock’, tem uma pequena participação neste filme onde sobressai ao executar uma personagem histriónica e exagerada. Mia Kirshner acaba por ter sorte, posto que possui a personagem mais palatável do filme, mas estraga tudo ao comportar-se de maneira muito idiota e quase inconsciente… o final da personagem, de resto, é a cereja no topo desse bolo. Tecnicamente, o filme aposta bastante numa cinematografia densa e estilizada, com multidões hedonistas em orgias a serem exibidas em slow motion, flashbacks rápidos, efeitos visuais muito histriónicos e uma paleta de cores que carrega os tons amarelos e acastanhados. Como eu disse, é um mundo decadente, hedonista, onde as pessoas vivem para os prazeres imediatos e há sexo e morte em toda a parte. Gostei do recurso ao Dia dos Mortos, festividade mexicana que aqui é usada fora do seu contexto, mas dá ao filme um colorido adicional, com máscaras, esqueletos e outros adereços da festa a somarem-se a um cenário de enorme desmazelo, com lixo e objectos semidestruídos. Os figurinos, como eu disse, carregam na vertente hardcore: além do cabedal e dos brinquedos eróticos, temos roupas rasgadas, botas e um visual punk que as tatuagens vão acentuar, em conjunto com a banda sonora punk rock seleccionada.

Fotos do título

Clique para abrir e expandir cada foto.