
Tipo
Filme
Ano
1972
Duração
109 min
Status
Released
Lançamento
1972-08-18
Nota
7.3
Votos
1.784
Direção/Criação
John Boorman
Orçamento
US$ 2.000.000
Receita
US$ 46.122.355
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
O Rio Chatooga nos montes Apalaches vai ser represado e com isso um lindo vale será destruído. Como última aventura, quatro amigos: Lewis Medlock, Ed Gentry, Drew Ballinger e Bobby Trippe, homens extremamente urbanos, resolvem fazer uma última aventura descendo as corredeiras do rio, em busca de adrenalina, emoção e maior contato com a natureza. Essa aventura começa a se complicar quando dois desses amigos tomam a dianteira no rio, distanciando-se dos outros. Uma série de ameaças às suas vidas estão aparecendo... difícil vai ser escapar delas...
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Terá sido seguramente mais interessante na época em que foi lançado.** Quando este filme saiu, em 1972, havia qualquer coisa de interessante em temáticas com ligação à natureza e ao meio ambiente. Não que o ambientalismo estivesse em voga, mas era a época de ouro do movimento ‘hippie’ que advogava, entre outras coisas, uma ligação mais harmónica entre o Homem e a Natureza. E de facto, o que temos aqui é um grupo de quatro homens da grande cidade que procura encontrar diversão, emoções e beleza no meio natural, num rio selvagem e cheio de corredeiras que vão desaparecer daí a poucos meses devido à construção de uma barragem. Porém, quando eles começam a descida do rio, as coisas começam a correr terrivelmente mal após um encontro com dois homens. Encaixando-se naquele tipo de thrillers de natureza onde o homem enfrenta os perigos da Natureza ou de pessoas hostis, é um daqueles filmes que não consigo entendo como é que foi nomeado a três Óscares (Melhor Filme, Melhor Director e Melhor Edição). Não é, de todo, memorável, e a prova é que, fora dos EUA, ninguém se lembra dele. John Boorman, que assina a direcção, dá-nos um trabalho cheio de tensão e brutalidade, que nos tira todo o conforto e nos faz cerrar os dentes. Isso é muito bom! Porém, o director não contornou da melhor forma as dificuldades causadas pelo baixo orçamento e o filme ostenta sempre um aspecto barato e de “segunda categoria”, seja a nível de adereços, cenários e figurinos, seja na cinematografia desagradável, com cores lavadas e sem brilho, falta de contraste e sombras. Mesmo a celebrada banda sonora dos banjos me pareceu feia e cansativa. Se existe um valor salvífico que torna este filme merecedor de atenção é a qualidade que observamos no trabalho dos actores principais. Burt Reynolds, Jon Voight, Ned Beatty e Ronny Cox são excelentes nos seus respectivos papeis e empenham-se ao máximo neste projecto. Gostei especialmente de Voight, que exala carisma e energia. E apesar de poder, eventualmente, falar um pouco do bom trabalho de Bill McKinney e Herbert Coward, o facto é que o filme carece totalmente de um elenco secundário de qualidade que apoie os quatro actores principais. Antes de terminar, uma nota sobre o título do filme: eu fiquei deveras ensimesmado com o título original, em inglês. “Deliverance” poderá ser o título do trabalho literário original em que o filme se baseia, porém, se considerarmos que este filme nunca o explica e que nunca entendemos claramente o título, talvez tivesse sido boa ideia arranjar um título mais claro.
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