
Tipo
Filme
Ano
1987
Duração
107 min
Status
Released
Lançamento
1987-06-12
Nota
7.5
Votos
8.963
Direção/Criação
John McTiernan
Orçamento
US$ 15.000.000
Receita
US$ 98.267.558
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
O major Alan "Dutch" Schaefer lidera uma equipe de resgate em uma selva da América Central, para tentar encontrar um ministro estrangeiro e funcionários do governo que saíram da rota e se perderam. O exército acredita que eles estejam nas mãos de guerrilheiros, mas o que eles não imaginam é que a floresta esconde uma ameaça mortal, um ser de outro planeta, fortemente armado, que sente enorme prazer em matar.
Elenco principal
Reviews
Total: 2
Pedro Quintão
Assisti ao Predator original porque adorei Prey e Predator: Badlands e senti que era quase uma falha moral não conhecer o início da saga. À primeira vista, parece exatamente aquele tipo de ação xunga dos anos 80 que me faz revirar os olhos, mas rapidamente percebemos que a coisa é um bocadinho mais séria do que os "The Expendables ou Rambos desta vida". O filme é uma carga pesada de testosterona, literalmente. Só há uma única mulher no elenco e não há espaço para explorar vulnerabilidades masculinas. Há momentos cringe em que a câmara chega a focar nos músculos dos protagonistas com um entusiasmo que roça o homoerótico e me fez questionar se o/a técnico/a de câmara não queria "saltar em cima" do elenco. E a verdade é que, mesmo eu não sendo fã assumido de cinema xunga, Predator tem um charme próprio. Aliás, isto na minha opinião é "xunga gourmet". A fusão entre estética de ação e sci-fi funciona surpreendentemente bem. A narrativa não inventa nada, mas mantém-se focada no essencial: manter o espectador agarrado enquanto os egos e os bíceps dos protagonistas vão sendo literalmente arrasados por algo muito mais interessante do que eles. O Predator em si é um triunfo. Mesmo passando 80% do tempo no modo invisível (o que me chateou um pouco), quando aparece é brutal, elegante e muito mais sofisticado do que seria suposto num filme deste género. A criatura é astuta, inteligente e não tem medo de um grande banho de sangue. Fiquei genuinamente surpreendido com o nível de gore, mesmo estando habituado a ver filmes violentos. O visual do vilão foi revolucionário para a época e ainda hoje mantém impacto. Só gostava que tivesse aparecido mais cedo e mais vezes. Aquela escolha de mantê-lo invisível durante tanto tempo funciona como construção de suspense, mas também me deixou com vontade de ver mais. E agora, o meu momento confessional: Predator: Badlands continua a ser o meu favorito da saga. Não retiro o que disse. Possivelmente porque foi um dos primeiros bons filmes desta saga que vi, deixando logo aquela marca inicial, mas também porque de facto tem um pulso narrativo e uma identidade visual muito própria. Se tivesse começado pelo filme original, provavelmente este teria levado o troféu do favorito. Mesmo assim, Predator é um ótimo filme de entretenimento, envelheceu bem e deixa aquela vontade saudável de continuar a explorar a saga. Estou mais do que pronto para seguir para Predator 2 e talvez até dar uma nova oportunidade a Alien vs Predator e Predators. Quem diria que gostaria deste xunga gourmet?
Pedro Quintão
Assisti ao Predator original porque adorei Prey e Predator: Badlands e senti que era quase uma falha moral não conhecer o início da saga. À primeira vista, parece exatamente aquele tipo de ação xunga dos anos 80 que me faz revirar os olhos, mas rapidamente percebemos que a coisa é um bocadinho mais séria do que os "The Expendables ou Rambos desta vida". O filme é uma carga pesada de testosterona, literalmente. Só há uma única mulher no elenco e não há espaço para explorar vulnerabilidades masculinas. Há momentos cringe em que a câmara chega a focar nos músculos dos protagonistas com um entusiasmo que roça o homoerótico e me fez questionar se o/a técnico/a de câmara não queria "saltar em cima" do elenco. E a verdade é que, mesmo eu não sendo fã assumido de cinema xunga, Predator tem um charme próprio. Aliás, isto na minha opinião é "xunga gourmet". A fusão entre estética de ação e sci-fi funciona surpreendentemente bem. A narrativa não inventa nada, mas mantém-se focada no essencial: manter o espectador agarrado enquanto os egos e os bíceps dos protagonistas vão sendo literalmente arrasados por algo muito mais interessante do que eles. O Predator em si é um triunfo. Mesmo passando 80% do tempo no modo invisível (o que me chateou um pouco), quando aparece é brutal, elegante e muito mais sofisticado do que seria suposto num filme deste género. A criatura é astuta, inteligente e não tem medo de um grande banho de sangue. Fiquei genuinamente surpreendido com o nível de gore, mesmo estando habituado a ver filmes violentos. O visual do vilão foi revolucionário para a época e ainda hoje mantém impacto. Só gostava que tivesse aparecido mais cedo e mais vezes. Aquela escolha de mantê-lo invisível durante tanto tempo funciona como construção de suspense, mas também me deixou com vontade de ver mais. E agora, o meu momento confessional: Predator: Badlands continua a ser o meu favorito da saga. Não retiro o que disse. Possivelmente porque foi um dos primeiros bons filmes desta saga que vi, deixando logo aquela marca inicial, mas também porque de facto tem um pulso narrativo e uma identidade visual muito própria. Se tivesse começado pelo filme original, provavelmente este teria levado o troféu do favorito. Mesmo assim, Predator é um ótimo filme de entretenimento, envelheceu bem e deixa aquela vontade saudável de continuar a explorar a saga. Estou mais do que pronto para seguir para Predator 2 e talvez até dar uma nova oportunidade a Alien vs Predator e Predators. Quem diria que gostaria deste xunga gourmet?
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