O Álamo
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O Álamo

O Álamo

Tipo

Filme

Ano

2004

Duração

137 min

Status

Released

Lançamento

2004-04-07

Nota

5.8

Votos

361

Direção/Criação

John Lee Hancock

Orçamento

US$ 107.000.000

Receita

US$ 25.819.961

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Primavera de 1836. Mesmo com poucas chances de vitória, cerca de 200 homens de várias raças se unem na defesa de um pequeno forte no Texas. Durante 13 dias eles enfrentam as tropas do general mexicano Santa Anna (Emilio Echevarria).

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Relembrar o Álamo novamente.** A Guerra de Independência do Texas, como todos sabemos, foi um conflito que opôs os rebeldes texanos aos soldados mexicanos. O território estava sob a fortíssima influência dos americanos e desejava tornar-se independente para, num segundo momento, se tornar numa parcela dos EUA. Encabeçados por António Lopes de Santa Ana, os mexicanos não só subestimaram o inimigo como se permitiram a uma derrota humilhante na Batalha de San Jacinto, dando a vitória ao lado rebelde. Este filme dedica-se a trazer ao cinema uma das batalhas mais icónicas da guerra: o cerco ao Álamo, uma fortificação que defendia a vila de San António, capital dos texanos. A batalha pode até nem ter sido decisiva, mas a forma como os texanos resistiram e foram quase todos mortos tornou-os mártires para os rebeldes, dando-lhes um alento que até então não tinham. Apesar de a maioria das pessoas considerar este filme um mero remake do famoso filme de 1960, protagonizado por John Wayne, eu sinto-me renitente a seguir esse caminho: de facto, a abordagem do director e argumentista John Lee Hancock é totalmente diferente, privilegiando a leitura mais rigorosa dos factos históricos em detrimento da heroicização, pura e simples, dos texanos. É claro que Santa Ana, com a sua brutalidade e arrogância, ainda é um vilão de pantomina, ignorando-se totalmente os matizes morais e mentais do líder mexicano, visceralmente preocupado em solidificar o seu poder e impedir outras revoltas pelo país, mas isto também não é um documentário e eu aceito bem as liberdades criativas assumidas pela equipa. Mas se esquecermos esta ligeireza no tratamento da parte mexicana, eu não considero este filme um remake: os factos e acontecimentos da história vão sempre se prestar à produção de vários filmes e não os podemos considerar remakes só porque abordam o mesmo momento histórico. A nível técnico, observamos uma atenção criteriosa à reconstituição dos ambientes, como o Forte do Álamo e a sua icónica fachada missionária inacabada, dos fardamentos e dos figurinos de época. Houve, da parte da produção, o cuidado de pedir a colaboração de um bom grupo de historiadores e consultores e de levar em conta as suas opiniões, o que faz toda a diferença neste tipo de filme. Aparte algumas liberdades e concessões práticas que, por vezes, são impostas pela gestão orçamental e logística, não observei erros históricos de palmatória, mesmo admitindo que não sou um perito neste momento da história. Além disso, a cinematografia apresenta uma grande elegância, com um uso inteligente da luz e dos ângulos de filmagem, que o trabalho de pós-produção soube valorizar montando tudo de maneira coerente e coesa. A banda sonora é igualmente muito boa. Quanto aos actores, eu tenho um misto de sentimentos: por um lado, não posso deixar de considerar que Billy Bob Thornton nos deixou aqui um dos trabalhos mais convincentes e empenhados da sua carreira recente. Ele conseguiu tornar Davy Crockett memorável e digno sem os heroísmos vãos e dando menos relevância ao famigerado chapéu de pele da personagem romântica. Igualmente notável, Dennis Quaid dá-nos um Sam Houston muito determinado e forte, um líder nato; Emilio Echevarría faz tudo o que pode por Santa Ana, mas a forma como o roteiro conduz a personagem não lhe dá material muito bom; muito mais fracos e inconstantes, Jason Patric e Patrick Wilson tentam equilibrar-se num filme que relega as suas personagens para o fundo do palco, não lhes dando muito espaço.

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