
Tipo
Filme
Ano
2001
Duração
111 min
Status
Released
Lançamento
2001-10-26
Nota
7.5
Votos
1.734
Direção/Criação
Joel Coen
Orçamento
US$ 20.000.000
Receita
US$ 18.918.721
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Em meio aos anos 40, Ed Crane (Billy Bob Thornton) é um barbeiro infeliz, que vive com sua esposa Doris (Frances McDormand). Ao descobrir que ela o está traindo, Ed passa então a planejar uma trama de chantagem contra ela, a fim de ensinar-lhe uma lição. Mas quando seu plano vai por água abaixo uma série de consequências desagradáveis ocorrem, incluindo vários assassinatos.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Irónico mas muito interessante.** Neste filme, um crime é cometido pelo indivíduo mais insuspeito: um sossegado barbeiro. Já conhecia o gosto dos Irmãos Cohen pelo humor negro, evidente em "Fargo", que foi o primeiro filme deles que vi. Neste filme, o tom humorístico e sarcástico ainda está presente, embora algumas vezes seja subtil e mesclado com a crítica social. Ed não era o "homem que não estava lá" porque ele era barbeiro, mas porque a sociedade não lhe dá importância ou nota a sua existência. A profissão acaba sendo um símbolo disso. A história passa-se na década de 1950, e brinca com as ideias e mentalidade da época, como a crença exagerada em extraterrestres, da mesma forma que faz alusões à estética cinematográfica da época (filmes B, ficção científica, cinema noir). A fotografia ajudou bastante neste ponto, com um elegante preto e branco, de tons equilibrados e contraste agradável. Quanto aos actores, Billy Bob Thornton merece parabéns porque se desembaraçou deste desafio com louvor. Ed é uma personagem de poucas falas e atitude inexpressiva, e o desempenho do actor, de engraçado a assustador, foi muito bom, exigindo um grande auto-controlo físico e expressivo. Do lado oposto está Michael Badalucco, numa personagem histriónica e faladora, onde o actor foi excelente. Frances McDormand também esteve muito bem, especialmente quando dividiu a cena com Billy Bob, enquanto que James Gandolfini fez o que se esperava dele. Scarlett Johansson brilhou numa personagem que só é inocente na aparência. Finalmente, uma nota de louvor à banda sonora, onde obras clássicas para piano são abundantes.
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