
Tipo
Filme
Ano
2000
Duração
79 min
Status
Released
Lançamento
2000-01-23
Nota
6.4
Votos
1.774
Direção/Criação
Jim Kammerud
Orçamento
-
Receita
-
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Ariel e seu príncipe encantado Eric, vivem felizes, após a sereia filha do Rei dos Mares, ter abdicado de sua condição para tornar-se mulher. Eles já têm até uma bela menina chamada Melody. Mas, a terrível Morgana arquiteta um plano diabólico para vingar-se de Ariel e Eric, obrigando-os a retornar aos mares para derrotá-la, contando com a ajuda do caranguejo Sebastião e do peixe Linguado, amigos do primeiro filme.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Uma continuação desnecessária e ditada por conveniências financeiras.** Se o primeiro filme é um dos grandes clássicos de animação da Disney, o segundo filme só pode viver na sua sombra, posto que é bastante inferior, em quase todos os aspectos, começando por um roteiro pobre, que estabelece uma continuidade feliz da história, mas está carregado de uma enorme falta de lógica. De resto, esta é uma continuação que não era realmente necessária e o filme inicial dispensava, mas que a indústria, e particularmente os cofres da Disney, precisavam para obter algum rendimento extra. Neste filme, Ariel e o Príncipe Eric casaram, são felizes e tiveram uma filha, Melody, que viveu a vida inteira afastada do mar por receio da inimizade jurada de Morgana, a irmã mais nova da bruxa Úrsula e, portanto, não sabe que é filha de uma sereia e neta do rei dos oceanos, apesar de se sentir estranhamente atraída pelo mar. O filme baseia-se, precisamente, na relação tensa da filha com a mãe e na descoberta de quem ela realmente é. O problema do filme é que, como se observa nalgumas cenas deste filme e do seu predecessor, a origem de Ariel não é um segredo para as pessoas do reino de Eric, e parece impossível manter todo o reino sob pacto de silêncio. A ignorância em que Melody terá crescido torna-se, assim, um dos pontos menos lógicos da história, sem falar na sua fuga para o mar e em outras atitudes estúpidas da personagem. O filme é marcado pelo regresso das personagens que adorámos no primeiro filme, bem como dos actores que lhes deram voz. Mas se por um lado o trabalho dos actores é bastante positivo, por outro, as personagens foram virtualmente arruinadas. Melody é irritante, apesar da boa voz de Tara Strong; Sebastian não pode fazer muito pelo filme, apesar do regresso da voz icónica de Samuel Wright; Morgana é mais pretensiosa do que ameaçadora, não obstante, o bom trabalho de Pat Carroll; Flounder foi destruído com tanta gordura e uma voz anasalada, responsabilidade de Cam Clarke. As duas excepções positivas são Ariel, uma personagem que me satisfaz sem me encantar e parece mais adulta, em parte, graças a uma voz mais profunda emprestada por Jodi Benson, e ainda o seu pai, Tritão, que é uma boa adição ao elenco e continua a contar com a voz de Kenneth Mars. Tecnicamente, creio ser justo destacar a qualidade visual da animação, uma das assinaturas da Disney, com uma cor e uma luz que me parecem ainda melhores e mais frescas do que no filme original. Talvez isso seja fruto de uma introdução de meios digitais de animação. Apesar de não ser um filme longo, há algumas sequências demoradas e cansativas, e o final, confesso, não foi dos melhores ou mais interessantes, em contraponto com a sequência inicial, muito bem feita e funcionando maravilhosamente como introdução a toda a história. Apesar de o filme apostar, inteligentemente, numa boa banda sonora, seguindo a esteira do seu antecessor, as canções não são particularmente notáveis nem ficam no ouvido. A única canção boa do filme, para mim, é *For a Moment — Por Momentos* (versão dobrada).
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