O 3º Homem
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O 3º Homem

O 3º Homem

Você nunca viu ninguém como ele

Tipo

Filme

Ano

1949

Duração

104 min

Status

Released

Lançamento

1949-08-31

Nota

7.9

Votos

2.075

Direção/Criação

Carol Reed

Orçamento

-

Receita

US$ 1.226.098

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Um escritor americano chega na Viena pós segunda guerra e descobre que o amigo que iria encontrá lo foi morto sobre circunstâncias misteriosas. Ao investigar o que de fato aconteceu, ele descobre uma trama que envolve o mercado negro de armas, espionagem internacional e uma sedutora jovem.

Anterior7.9Próximo

Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Será que pode um bom filme ser estragado por uma banda sonora desadequada? Pode, e este filme é a maior prova.** Eu gosto bastante de filmes ‘noir’ e vi este filme com agrado. É um daqueles filmes que é imperdível: tem uma excelente história, personagens complexas, muito ‘suspense’ e uma boa dose de humor, muito elegante, quase entrelinhada na história principal, onde temos um jovem escritor norte-americano a tentar deslindar a morte muito mal explicada de um amigo na cidade semiarruinada que era Viena nos anos imediatos à Segunda Guerra Mundial. A polícia local, ao invés de ajudar, parece ser parte do problema e, à medida que ele progride nas investigações, há cada vez mais indícios de um crime. O filme é muito bom e é muito bem dirigido por Carol Reed. Os aspectos mais comuns do ‘noir’ estão todos lá: a luz, as sombras densas, o ambiente urbano tenso e obscuro, um crime, muitos potenciais suspeitos e criminosos, uma polícia aparentemente corrupta e uma jovem elegante que rouba corações, mas pode não ser tão inocente quanto aparenta. O filme não nos decepciona por um minuto e dá-nos exactamente o que queremos ver e sentir, e isso é verdadeiramente satisfatório. Para tornar as coisas ainda melhores, temos bons cenários e figurinos credíveis, um bom recurso às cenas exteriores e uma cidade que, mesmo destruída, nunca perde a beleza e a elegância. A cinematografia não podia ser melhor, o trabalho da câmara é digno de ser estudado nas escolas de cinema, e os efeitos são utilizados com moderação e eficácia. O elenco é verdadeiramente competente: apesar de ser o nome mais sonante, Orson Welles não é o actor mais visível. Ainda jovem e relativamente bem-parecido (engordaria mais nos anos seguintes, como sabemos), o actor aparece pouco, mas rouba a nossa atenção sempre que aparece. Joseph Cotten é o real protagonista do filme e faz igualmente bem o seu trabalho. É um daqueles actores que está hoje esquecido, mas merece muito que o seu trabalho seja pontualmente revisto e revisitado. A única coisa, e é realmente apenas essa, que derruba este filme é a sua banda sonora e a insistência num tema de bandolim que não podia ser mais inadequado. Podia até ter sido utilizado como tema inicial, durante os créditos, mas não… a música irritante intromete-se no filme todo a ponto de ser insuportável. Parece uma melodia feita para o filme dos Irmãos Marx, e não para aqui! É verdadeiramente irritante e corta o ambiente do filme!

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