
Tipo
Filme
Ano
1996
Duração
90 min
Status
Released
Lançamento
1996-06-21
Nota
7.2
Votos
337
Direção/Criação
Hettie Macdonald
Orçamento
-
Receita
US$ 1.500.000
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Jamie Gangel vive no subúrbio londrino e costuma fugir da escola para cabular os jogos de futebol. Ele é vizinho de Ste Pearce, um rapaz popular e atlético, que frequentemente apanha do pai alcoólatra e do seu irmão mais velho. Notícias sobre a violência sofrida por Ste sensibilizam a mãe de Jamie, Sandra, que o acolhe em sua casa, e o rapaz passa, então, a dividir o quarto com Jamie. Durante a estada de Ste na casa dos Gangel, os dois rapazes desenvolvem sentimentos um pelo outro.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Mais um filme apologético em torno da assunção da homossexualidade.** Já tive outras ocasiões para dizer que não sou fã de filmes apologéticos e de cariz contestatário. Não sou contra a sua existência, há espaço para eles e o cinema é uma forma legítima para a expressão e defesa de agendas, teorias e ideias políticas, sociais ou morais. Simplesmente não é um tipo de cinema que eu goste muito de consumir, até porque é um cinema de nicho, isto é, que tende a agradar a quem já defende aquelas ideias, além de que parece tentar convencer-nos a aceitá-las. Este filme faz precisamente isso com a homossexualidade. Cada vez há mais filmes que falam do tema, alguns fazem-no com habilidade e até alguma neutralidade salutar, que nos deixa espaço para pensar e não nos tenta ensinar as opiniões que devemos ter. “O Clube de Dallas”, “Filadélfia” ou até “Milk” são bons filmes sobre o tema e sobre pessoas que defenderam bem o direito sagrado dos homossexuais (e de qualquer cidadão) para viverem a sua vida sexual sem serem alvo de recriminações, conquanto cumpram as leis como todos os cidadãos. Este filme não é tão bom. O roteiro centra-se em dois jovens de famílias problemáticas dos subúrbios de Londres: após se negar a ir para casa, onde sofre agressões, Steven é acolhido pela mãe de Jamie. A proximidade entre os dois adolescentes acaba por os levar a envolverem-se sexualmente, levando a grandes complicações à medida que a relação de ambos se torna cada vez mais óbvia para todos os que vivem ali. Isto é, o filme é igual a tantos outros, só que é sobre homossexuais que vivem numa espécie de Babilónia urbana onde o crime, o álcool, a droga, o sexo e o fim dos valores morais medram mais facilmente que as ervas daninhas. Supostamente, a relação deles é a coisa mais pura e inocente que nasce ali… ou isso é o que o filme nos tenta convencer. Eu não teria tantos problemas com a degradação moral daquele ambiente social se a história fosse boa, mas não é: é muito açucarada, melodramática, está cheia de clichés e é abordada de modo dogmático, sempre em torno do preconceito e da vergonha em ser-se homossexual. O filme não sai desta tónica e, usando o sentimentalismo barato, quer obrigar-nos a pensar de determinada forma. Glenn Berry e Scot Neal são dois actores que eu não conhecia, e cujas carreiras não singraram. Eu não sei onde eles andam hoje, mas posso dizer que, pelo que fui percebendo, eles parecem não estar mais a trabalhar como actores e não ter conseguido qualquer sucesso. Talvez isso se deva à absoluta falta de carisma de que ambos padecem, e que não os ajudou a sustentarem o protagonismo neste filme. Linda Henry é muito mais eficaz e competente, ainda que não possa salvar o filme. A nível técnico, e sendo um filme independente e com orçamento limitado, não podemos apontar defeitos. O filme faz um bom trabalho com o que tem. Simplesmente não há nada que seja realmente notável, ou marcante.
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