Farinelli
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Farinelli

Farinelli

Tipo

Filme

Ano

1994

Duração

111 min

Status

Released

Lançamento

1994-12-01

Nota

6.6

Votos

191

Direção/Criação

Gérard Corbiau

Orçamento

-

Receita

-

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**É bom, mas não está perfeito.** Carlo Broschi, conhecido por Farinelli, foi um dos mais notáveis cantores de ópera do seu tempo, a era dourada da ópera barroca. Ele chegou a ser o artista mais bem pago do mundo. Este filme explora a sua vida, a sua carreira artística, a relação difícil que manteve com os compositores das óperas que cantou (particularmente Handel) e a sua problemática relação com o irmão, o compositor Ricardo Broschi. Bem, que podemos dizer? O filme é bom, mas há aqui problemas. Tem uma boa história, carregada de dramatismo e questões morais e éticas de vária ordem, mas não é cativante nem nos prende ao filme, para além de que muito do que é contado é invenção. Para nós, hoje, a simples ideia de haver homens castrados para cantar em coros e óperas é controversa e o filme explora isso mostrando as dificuldades sexuais do protagonista, que partilha as suas amantes com o irmão viril. Há ainda momentos dúbios: quem era aquele homem que, logo no início do filme, se suicida nu? Como, quando e por quem o jovem Carlo foi castrado (o filme sugere uma teoria mas sinceramente eu senti que nem o roteiro lhe dava crédito)? Os actores fazem um trabalho satisfatório, mas longe de ser brilhante. Stefano Dionisi é um Farinelli convincente e teve um bom entrosamento com Enrico Lo Verso, que deu vida ao irmão Ricardo. As brigas entre ambos são algumas das cenas mais dramáticas e intensas do filme. Jereon Knabbe também brilhou como Handel, e gostei de o ouvir falar as várias línguas que, provavelmente, o grande compositor dominava (italiano, francês, inglês, alemão). Tecnicamente, o filme satisfaz. É visualmente magnífico graças ao estilo pomposo e exagerado do barroco. Os cenários e figurinos são historicamente rigorosos e agradáveis ao olhar. A banda sonora está carregada de melodias barrocas muito famosas como "Lascia ch'io Pianga", da ópera "Rinaldo" de Handel e muitas outras, e isso foi uma aposta segura e certeira de Gerard Corbiau. Um único erro: em mais de um momento, a má sincronia de som e vídeo fez com que fosse evidente que as canções não eram da personagem principal mas de uma gravação.

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