Tempo de Despertar
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Tempo de Despertar

Tempo de Despertar

Não existe um simples milagre.

Tipo

Filme

Ano

1990

Duração

121 min

Status

Released

Lançamento

1990-12-04

Nota

7.8

Votos

2.828

Direção/Criação

Penny Marshall

Orçamento

US$ 31.000.000

Receita

US$ 52.096.475

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Bronx, 1969. Malcolm Sayer é um neurologista que conseguiu emprego em um hospital psiquiátrico. Lá ele encontra vários pacientes que aparentemente estão catatônicos, mas Sayer sente que eles estão só “adormecidos” e que se forem medicados da maneira certa poderão ser despertados. Assim pesquisa bem o assunto e chega à conclusão de que a L-DOPA, uma nova droga que já estava sendo usada para pacientes com o Mal de Parkinson, deve ser o medicamento ideal para este casos. No entanto, ao levar o assunto para o diretor, ele autoriza que apenas um paciente seja submetido ao tratamento.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Um filme tocante e comovente.** Fiquei muito contente com este filme. Não o conhecia, e resolvi vê-lo estes dias porque vi que o filme contava com a participação de Robin Williams, um actor que eu aprecio muito. Mas o filme vai para além disso, e dá-nos uma história profundamente comovente, baseada numa situação real, em que uma equipa de médicos que, nos anos 60, procurou ajudar na recuperação de doentes catatónicos que haviam sobrevivido a uma epidemia de encefalite letárgica acontecida algumas décadas antes, entre 1915 e 1926. Um tema pertinente e actual, principalmente numa altura da história em que a raça humana enfrenta uma pandemia que parece ter vindo para ficar. Apesar de esta doença ser conhecida desde sempre, a epidemia dos anos 20 está, hoje em dia totalmente esquecida, e merecia por si só mais estudos e atenção por parte de médicos e de historiadores. Na verdade, tenho de concluir, após uma breve leitura sobre o tema aqui e além, que sabemos muito pouca coisa sobre o que aconteceu: não se sabem as causas do surto, nem as mecânicas de propagação ou o que levou alguns doentes à morte ou à catatonia. O que nós sabemos, e o filme nos mostra, é que a doença matou mais de um milhão de pessoas e condenou cerca de quatro milhões a uma vida absolutamente dependente de terceiros. Estátuas vivas. O filme está realmente muito bem feito e mostra a forma como um médico original, através de ideias criativas e de uma perspectiva nova das coisas, realmente ajudou doentes que os outros simplesmente preferiram ignorar, considerar como casos perdidos. Robin Williams é excelente e emprega muito carisma e presença neste seu trabalho, tornando a sua personagem particularmente tocante, humana, autêntica e simpática. Mais surpreendente foi a performance de Robert De Niro: muito distante dos papéis de durão que lhe deram fama, o actor teve a coragem para dar vida a uma personagem vulnerável, insegura, dependente, um pouco ensimesmada e desejosa de recuperar décadas de tempo perdido. O filme conta ainda com as participações de Julie Kavner, Ruth Nelson, John Heard e outros actores. O filme conta com uma boa cinematografia e uma direcção criteriosa. O filme foi bem filmado e editado, e tem bons cenários e figurinos, muito embora seja a história contada e o desempenho dos actores a chave para tudo o resto funcionar.

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