
O Enviado
Quando um milagre se transforma em pesadelo, nasce o mal.
Tipo
Filme
Ano
2004
Duração
102 min
Status
Released
Lançamento
2004-04-30
Nota
4.9
Votos
525
Direção/Criação
Nick Hamm
Orçamento
US$ 25.000.000
Receita
US$ 30.120.671
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Adam, o filho de oito anos de Jessie e Paul, morre num acidente no dia de seu aniversário. Logo depois o casal conhece Richard, um doutor renomado da pesquisa genética, que ao saber do caso, resolve ajudá-los. Ele propõe ao casal que eles participem de uma experiência de clonagem. Depois de muito pensar, eles aceitam e a experiência que dá certo. Adam "renasce" igualzinho, mas só até completar oito anos. A partir de então, uma nova personalidade começa a se manifestar em Adam... Sinistra e aterrorizante!
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Muito potencial, mas falta tensão e ‘suspense’.** Neste filme, um casal vê a sua felicidade desfeita com a morte repentina do seu único filho, após um acidente. É então que aparece um médico que sugere usar a genética para lhes devolver o filho perdido através da criação de um clone. Seria uma experiência arriscada, altamente secreta e eticamente questionável, mas eles aceitam e mudam toda a vida deles. As coisas correm bem, até ao dia em que a criança começa a ter um comportamento assustador e perturbador para os seus pais. Sinceramente, este filme fez-me lembrar um pouco *Sexto Sentido*, na medida em que é um filme que parece incrível da primeira vez que o vemos, mas começa a tornar-se desinteressante a cada nova visualização sem, contudo, deixar de ser bastante bom na tarefa difícil de entreter o seu público sem que ele dê por mal gasto o seu tempo. Ambos os filmes costumam, também, ser considerados terror, mas eu não os consigo ver como tal. Nick Hamm é eficaz na tarefa de abordar um tema controverso e o pintar com cores sinistras, criando uma história digna de um pesadelo, mas não sabe construir a tensão necessária para tornar o filme eficiente como thriller, nem é capaz de nos fazer sentir medo. A construção das personagens é bastante rudimentar e não senti verdadeira empatia por nenhuma delas em particular. O elenco é pequeno e é absolutamente dominado pelo trio De Niro, Kinnear e Romijn. Robert De Niro é bom no papel do médico e deixa um trabalho extraordinariamente contido para o actor, que parece ter apetência por personagens extrovertidas e de personalidade vincada. Mesmo assim, e talvez por isso, não pude deixar de sentir que o actor não estava totalmente a vontade com a personagem. Kinnear e Romijn apresentam-nos um trabalho de intensa colaboração. Até onde percebi, são poucas as cenas onde os dois actores estão verdadeiramente separados, em locais, situações e contextos distintos. Apesar dessa colaboração estreita e da forma como as suas personagens parecem estar umbilicalmente ligadas, a química como par romântico é nula. Cameron Bright, que deu vida ao jovem Adam, fez um trabalho muito calmo e cumpriu o seu papel muito bem. Tecnicamente, é um filme padrão. A cinematografia não apresenta nada de particular, fazendo o seu trabalho discretamente. Os cenários e figurinos são bons, com a clínica médica a merecer destaque pelo aspecto moderno e tons brancos, sugerindo limpeza e ciência, mas também o tão clássico ambiente hospitalar. Outro cenário que merece nota positiva é a velha escola católica, um edifício antigo, depredado e decadente onde tudo parece levar-nos para o terreno do horror clássico de casa assombrada. A banda sonora é eficaz, porém totalmente esquecível.
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