Violação de Privacidade
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Violação de Privacidade

Violação de Privacidade

Afinal ele vê tudo

Tipo

Filme

Ano

2004

Duração

95 min

Status

Released

Lançamento

2004-10-15

Nota

6.1

Votos

757

Direção/Criação

Omar Naim

Orçamento

-

Receita

US$ 3.222.439

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

No futuro, microchips gravam as experiências de vida das pessoas. Alan Hakman, é um editor. Melhora gravações de pessoas que já morreram. Fletcher, um ex-editor, oferece a Alan 500 mil dólares por gravações de um importante gerente de tecnologia.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Uma boa ideia que não resultou em nada.** Este filme passa-se num futuro relativamente próximo (observe que as roupas e o estilo dos objectos é semelhante ao nosso), onde existem à disposição micro-chips de alta tecnologia ao dispor de quem quiser gravar toda a sua existência na Terra, a fim de ser recordado depois da morte. Os micro-chips gravam tudo o que você faz, de bom ou mau, sendo necessário um editor para a visualização pública dos filmes, a qual havia passado a ser um ritual, relativamente popular, associado ao funeral da pessoa. O problema é que há muita gente que é contra esta práctica e está disposta a tudo para acabar com isso. Este filme leva ao extremo o conceito de Big Brother. Somos vigiados, a informação vai para uma grande multinacional mas os cinco sentidos do nosso corpo são o meio de gravação. O filme tem uma premissa muito boa, um conceito original, que todavia nem sempre foi aproveitada e desenvolvida. Há cenas e sequências que são melhores que outras mas nota-se um decréscimo geral de qualidade a partir do meio do filme em diante. Alguns sub-enredos não fazem sentido, como a relação amorosa entre Alan e Delila, que sobra no enredo geral, para não falar que esta personagem feminina é virtualmente uma figurante. Há ainda um bom punhado de paradoxos, falhas de continuidade e de falta de lógica. Acerca dos actores, podemos salientar uma participação regular de Robin Williams, que se destaca pelo facto de o actor não ser particularmente conhecido pelos seus papéis dramáticos. Jim Caviezel é um vilão de papelão e faz um dos piores trabalhos como actor da sua carreira. Mira Sorvino não tem nada para fazer aqui e o restante elenco limita-se a fazer aquilo que lhe é pedido, sem brilhantismos nem desméritos. Não basta uma boa ideia para um filme de sucesso. Essa ideia deve ser maturada e bem desenvolvida, cada parte do roteiro deve ser alvo de cuidado e atenção. Não é o que acontece aqui. O roteirista adormeceu à sombra da ideia original e o filme só perdeu com isso.

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