Segredos e Mentiras
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Segredos e Mentiras

Segredos e Mentiras

Tipo

Filme

Ano

1996

Duração

142 min

Status

Released

Lançamento

1996-05-24

Nota

7.6

Votos

716

Direção/Criação

Mike Leigh

Orçamento

US$ 4.500.000

Receita

US$ 13.417.292

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Hortense Cumberbatch (Marianne Jean-Baptiste) é uma mulher negra que foi abandonada quando criança, sendo adotada por uma família. Quando sua mãe adotiva morre, ela decide partir em busca de sua mãe biológica. Só que sua mãe é branca e a teve quando era uma adolescente rebelde, algo que sua atual família não sabia.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Um bom trabalho, actualmente esquecido.** Quando penso que já vi todo o tipo de filmes sobre racismo, questões de raça ou preconceito, há alguma coisa nova que aparece do nada, ou algum esforço meritório e bem feito que vale a pena ver. Este filme, inicialmente, pareceu-me apenas um drama meloso e mediano em que uma mulher negra, muito bem sucedida, resolve descobrir a identidade da sua mãe biológica e descobre que ela é branca, e as dificuldades e dramas da sua família. Foi nomeado para seis Óscares, perdendo-os um por um, mas sem qualquer demérito. Observando muito bem o filme, verificamos facilmente que não é um espectáculo visual, ou de efeitos. A nível técnico, é um filme morno, para não dizer desinteressante, sensaborão. Mesmo a banda sonora, que costuma ser um recurso técnico que até mesmo os filmes mais regulares costumam aprimorar, é bastante esquecível. Onde o filme realmente soma pontos favoráveis é no respeitante ao roteiro e à direcção. Não é um filme vistoso, com uma história complicada ou rebuscada. As coisas são simples, directas e sólidas, e a história contada é credível, eficaz. O roteiro, que não vem do meio norte-americano em que a etnia, a cor da pele e a posição financeira parecem indissociáveis, trabalha bem com estes elementos e coloca em contraponto as diferenças, bastante fortes, entre a mãe e a filha, permitindo ao público entrever a intimidade daquelas vidas. Mike Leigh é um director sólido e que nos dá um trabalho consistente e notável, visível num cuidado particular com os detalhes, a cinematografia e o trabalho com os actores.E, de facto, o trabalho dos actores é igualmente notável por aqui: Brenda Blethyn dá-nos um dos trabalhos mais antológicos da sua carreira, o mesmo se podendo dizer de Timothy Spall. Marianne Jean-Baptiste, que podia e devia ter mais protagonismo e atenção, não tem tanta sorte e passa bastante mais despercebida.

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