Tora! Tora! Tora!
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Tora! Tora! Tora!

Tora! Tora! Tora!

O incrível ataque a Pearl Harbor.

Tipo

Filme

Ano

1970

Duração

145 min

Status

Released

Lançamento

1970-01-26

Nota

7.2

Votos

590

Direção/Criação

舛田利雄

Orçamento

US$ 25.485.000

Receita

US$ 37.150.000

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Retrata de forma realista, quase documental, tanto do ponto de vista japonês como do norte americano, mostrando a preparação, os eventos e os erros que possibilitaram o ataque a Pearl Harbor em 7 de Dezembro de 1941, fato que forçou a entrada dos Estados Unidos da América na Segunda Guerra Mundial.

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Reviews

Total: 2

Filipe Manuel Neto

**Uma obra-prima.** Há certos filmes que se destacam, permanecem através do tempo, ganham estatuto *cult* ou de clássicos. Este filme é decididamente um deles e com toda a justiça, na medida em que faz um relato muito fiel do ataque japonês à base americana de Pearl Harbor, no Havai. Para os poucos que não sabem, os EUA mantiveram-se afastados da Segunda Guerra Mundial até este ataque. Até aí, a guerra era um problema dos países europeus (que naturalmente se estendia também aos territórios que dependiam deles, como as colónias africanas e asiáticas). Os EUA ainda consideraram entrar na guerra só contra o Japão, no teatro da chamada Guerra do Pacífico, mas a sucessão de acontecimentos seguintes (a declaração de guerra do Eixo aos EUA, a 11 de Dezembro) justificou a adesão total ao conflito. O ataque ocorreu às primeiras horas de 7 de Dezembro de 1941, horas antes da declaração de guerra, mas a verdade é que as relações entre EUA e Japão já se vinham a degradar desde a invasão japonesa da Manchúria (1931), a opinião pública americana era muito contrária ao expansionismo japonês e os EUA retaliaram as ocupações de territórios europeus na Ásia com sanções económicas cada vez mais duras, negando-se a negociar sem que o Japão aceitasse um acordo prévio que os japoneses viam como humilhante. Isto é, em boa parte, Pearl Harbor aconteceu porque a diplomacia norte-americana não soube ter jogo de cintura. O ataque era de tal modo previsível que Roosevelt decretou, meses antes, a passagem da Base Americana do Pacífico para o Havai e o reforço da presença militar nas Filipinas para dissuadir o ataque e aumentar a pressão para o Japão aceitar cedências diplomáticas que não queria. Ao mesmo tempo que Pearl Harbor, os japoneses atacaram também pontos e bases militares em Guam, nas Filipinas, em Singapura e Hong Kong, além de invadirem Timor-Leste, território de Portugal. Como o filme diz, e muito bem, o ataque foi um sucesso relativo: conseguiu atrasar e dispersar a frota americana, mas os danos causados foram reparáveis e os navios porta-aviões, que era vital inutilizar, nem sequer estavam no porto. O filme é muito fiel aos factos históricos e isso é uma mais-valia, visto que é um acontecimento importante para a Segunda Guerra Mundial. O esforço para recriar ambientes e factos foi ao ponto de se usarem aviões da época e recriarem as técnicas de combate. No entanto, é um daqueles filmes de guerra em que o público, essencialmente, vê um documentário ficcional do que aconteceu. A construção das personagens, por exemplo, é muito limitada, restringida ao que fizeram e ao papel no acontecimento, não havendo nuances nem sub-enredos dramáticos. No filme podemos ver um excelente elenco, onde eu destacaria Martin Balsam, Sô Yamamura, Jason Robards, Takahiro Tamura, Tatsuya Mihashi, George Macready e James Whitmore. Todos fizeram um trabalho virtualmente imaculado, mas a construção das personagens também não exigia muito dos actores. Tecnicamente, o filme é practicamente perfeito. Temos uma cinematografia competente, que faz um uso hábil do sol, da luz e das nuvens; bons efeitos especiais, visuais e de som, adereços e cenários excelentes e totalmente de acordo com o tempo e o contexto histórico, além de uma banda sonora discreta mas eficaz. Um outro detalhe muito agradável, para além de tudo o que se disse, é o uso da língua japonesa, pois infelizmente é costume os filmes americanos serem integralmente falados em inglês, mesmo que representem situações ou pessoas onde a língua inglesa não se usaria.

Rosana Botafogo

**English** Boring, boring, boring… "It was praised for its historical accuracy and attention to detail, its visual effects and its action sequences." With five nominations for the 43rd Academy Awards. However, none of these situations made it any less boring for us mere mortals, who just want a little entertainment and distraction, not a bath of cold and dry realism, except for those who were looking for a "'reliable' source on the attack on Pearl Harbor" Long, detailed, slow pace, extensive dialogues, sleep... **Portuguese** Chato, chato, chato… "Foi elogiado por sua precisão histórica e atenção aos detalhes, seus efeitos visuais e suas sequências de ação.” Com cinco indicações ao 43º Oscar. Entretanto, nenhuma dessas situações o tornou menos enfadonho parta nós simples mortais, que só queremos um pouco de entretenimento e distração, não um banho de realismo frio e seco, exceto para os que buscavam "fonte 'segura' sobre o ataque a Pearl Harbor" Longo, detalhada, ritmo lento, diálogos extensos, sono...

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