Momento Inesquecível
Voltar
Momento Inesquecível

Momento Inesquecível

Tipo

Filme

Ano

1983

Duração

111 min

Status

Released

Lançamento

1983-02-17

Nota

6.8

Votos

393

Direção/Criação

Bill Forsyth

Orçamento

US$ 4.200.000

Receita

US$ 5.900.000

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Uma companhia petrolífera americana envia um homem para a Escócia para comprar uma vila inteira onde eles querem construir uma refinaria. Mas as coisas não correm como o esperado.

Anterior6.8Próximo

Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Lento, com personagens e diálogos cansativos e um roteiro desconexo, este filme não justifica o “hype” em torno dele.** Este é um daqueles filmes indie que conquistou uma legião de admiradores confessos. É um filme de que todos falam muito bem, como se fosse uma obra pétrea da sétima arte. Eu ainda não sabia disso quando o vi pela primeira vez e, portanto, vi-o sem criar uma pilha de expectativas. Ainda bem que o fiz: apesar de reconhecer que há aqui uma certa dose de méritos, estou convicto de que o filme tem sido sobrevalorizado ao longo destes anos todos. A prova disso é a forma como caiu no esquecimento! Se excluirmos os fãs e os ‘nerds’ de cinema que sabem de tudo (e quando não sabem, inventam) quem se lembra realmente deste filme? O filme gira em torno de uma história que é muito simples: no Norte da Escócia está uma pequena baía com uma praia onde existe um vilarejo adormecido. Quando um rico empresário do petróleo resolve comprar aquilo tudo para construir uma enorme refinaria e um terminal de navios petroleiros, toda aquela gente fica expectante, desejando vender o que tem pelo melhor preço. Apenas duas pessoas discordam: uma bióloga marinha por quem um dos americanos se apaixona, e um velho simplório que é o dono de boa parte daquela praia. O filme tinha algum potencial, mas não tem solidez nem um bom roteiro. O tempo é gasto em diálogos estéreis, divagações sobre cometas, constelações e namoricos. É também muito inverosímil, na medida em que nunca um projecto destes seria tão consensual, há sempre quem se oponha por motivos financeiros, ecológicos ou mera nostalgia. Se o director Bill Forsyth decidiu fechar os olhos à insipidez e fragilidade do roteiro, foi igualmente inábil no aproveitamento dos actores. O elenco é bom, mas ele não soube dar-lhe uso. Peter Riegert faz o que pode, mas não tem carisma absolutamente nenhum e é um protagonista esquecível, que parece mais desconfortável com a personagem do que esta mesma com o trabalho de campo, longe dos confortos do escritório. Peter Capaldi não faz melhor e Jenny Seagrove é só uma cara bonita aqui. Fulton Mackay consegue dar-nos algo mais substancial, mas tem pouco tempo de tela e o mesmo se pode dizer do infeliz Burt Lancaster, que é afastado do filme durante boa parte do tempo. Um roteiro desconexo, diálogos insípidos e propositalmente criados para encher tempo, personagens sem força e capacidade para nos cativar e prender… poderá haver algo nos aspectos técnicos que salve este filme? Sim. A cinematografia é muito boa, aproveitando da melhor forma as belezas das Terras Altas. Os cenários e figurinos são bastante bons e a banda sonora é atmosférica e agradável. É o suficiente para justificar o ‘hype’ em torno deste filme e considerá-lo uma obra magnífica e excepcional? Para mim, não.

Fotos do título

Clique para abrir e expandir cada foto.