Hellboy II: O Exército Dourado
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Hellboy II: O Exército Dourado

Hellboy II: O Exército Dourado

Salvar o mundo é um trabalho infernal.

Tipo

Filme

Ano

2008

Duração

120 min

Status

Released

Lançamento

2008-07-11

Nota

6.8

Votos

5.555

Direção/Criação

Guillermo del Toro

Orçamento

US$ 85.000.000

Receita

US$ 160.388.063

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Hellboy, sua namorada Liz e Abe Sapien enfrentam uma grande batalha quando um príncipe do submundo tenta recuperar a Terra. Cansado de viver à sombra dos seres humanos, o Príncipe Nuada tenta despertar um exército de máquinas assassinas para libertar as criaturas de fantasia na Terra. Apenas Hellboy pode deter o príncipe sombrio e impedir a aniquilação da humanidade.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Excelente visual, e um trabalho de maquilhagem soberbo, mas é só isso.** Este filme é a sequela já esperada de *Hellboy*, baseada numa banda desenhada e feita no seguimento da moda dos filmes baseados em banda desenhada que há uns anos tem sido uma tendência no cinema comercial. O filme continua a história do filho de Lúcifer que veio viver entre nós e defende os humanos dos perigos do mundo sobrenatural. Neste filme, ele está desejoso de se sentir reconhecido pelos seus esforços, mas o trabalho dele e a sua própria existência continuam a ser secretos. Entretanto, ele terá de impedir uma guerra entre os humanos e os seres do mundo sobrenatural, que querem controlar o lendário Exército Dourado. O roteiro é a fraqueza deste filme. Para começar, a história contada é tão imaginativa que se torna absurda e difícil de engolir. Há vários buracos notáveis na trama, que se esgaça com certa facilidade se ficarmos a pensar nela. Os clichés usuais nos blockbuster de aventuras são bastante evidentes também. Mas mesmo que estejamos dispostos a aceitar a história contada como ela é, sente-se um vazio de conteúdo por trás de todo o estilo visual de Del Toro e de todo o CGI que os milhões de Hollywood podem pagar. O elenco é bom, boa parte foi herdada do primeiro filme e faz o seu trabalho sem mácula. Perlman é o destaque graças ao seu talento e à sua capacidade camaleónica de se transformar no que quiser, filme após filme. O problema é que ele traz pouco de novo para a personagem dele aqui, limitando-se a reciclar o trabalho feito no primeiro filme. Selma Blair conquistou mais visibilidade do que teve anteriormente e fez um trabalho positivo, especialmente no que compete às cenas onde contracena com Perlman. Anna Walton é boa o suficiente mas não tem espaço para fazer muita coisa. Doug Jones é um bom joker apto a fazer quase tudo com competência. John Alexander fez um bom desempenho também. Por outro lado, Luke Goss é um vilão que não assusta nem intimida e Jeffrey Tambor tem pouca coisa para acrescentar de positivo ao filme. Por fim, o interessante cameo de honra de John Hurt. Tecnicamente, o filme é soberbo. De facto, Del Toro é mestre em carregar os seus filmes com um estilo visual único e marcante. Pessoalmente, destaco uma cinematografia que usa bem o contraste, a luz e a sombra, as cores intensas e as paisagens urbanas, e a caracterização muito cuidada das personagens sobrenaturais. De facto, o filme chegou mesmo a ser nomeado ao Óscar de Melhor Caracterização, o que é bastante justo. Os cenários e os figurinos, bem como a escolha das locações de filmagem, também não ficam atrás. Os efeitos visuais, especiais e de som são soberbos, e a banda sonora é discreta, mas contém uma excelente versão da canção “Can’t Smile Without You”. É realmente uma pena que o roteiro não tenha acompanhado toda esta qualidade técnica.

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