Inimigos Públicos
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Inimigos Públicos

Inimigos Públicos

O mais procurado da América.

Tipo

Filme

Ano

2009

Duração

140 min

Status

Released

Lançamento

2009-07-01

Nota

6.7

Votos

4.784

Direção/Criação

Michael Mann

Orçamento

US$ 100.000.000

Receita

US$ 214.104.620

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

John Dillinger era um criminoso, mas atraía a opinião pública ao seu favor, principalmente, porque dizia retirar das instituições financeiras o dinheiro que elas roubavam do cidadão. Seus assaltos a bancos e fugas enlouqueciam a polícia. Prender o assaltante tornou-se uma obsessão do então burocrata J. Edgar Hoover, que disposto a tudo para fortalecer o FBI, o coloca como o inimigo público número um. Para ajudar em sua missão, Hoover contrata o policial Melvin Purvis e o deixa obcecado pela captura do bandido.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Dillinger, um bandido icónico num filme respeitador e bem feito.** Não faltam filmes de qualidade sobre a Lei Seca e sobre os muitos criminosos notáveis desta época da história norte-americana: Al Capone, Bugsy Siegel e outros formam uma espécie de “idade do ouro” do crime organizado. John Dillinger está entre eles, ocupando um lugar cimeiro na lista dos grandes bandidos desta época. Após uma juventude rebelde e delinquente, Dillinger desertou da Marinha e acabou por ser condenado a quase vinte anos de prisão após um assalto a uma mercearia. A pena foi considerada excessivamente pesada e deixou Dillinger ressentido. A partir daí, ele fez da Penitenciária Estadual de Indiana a sua escola de crime até ser liberto, em 1933. Com a liberdade, formou o seu primeiro gangue e iniciou os assaltos a bancos que o tornaram famoso. Em 1934, foi preso no Arizona e enviado para Crown Point, Indiana, de onde fez uma espectacular fuga, usando uma pistola falsa feita de uma barra de sabão ou madeira. A fuga, a notoriedade que já adquirira e o carácter interestadual dos seus crimes levou ao envolvimento do FBI, recentemente fundado. Entretanto, Dillinger fez um segundo grupo de criminosos onde incluiu o igualmente famoso “Baby-Face” Nelson, e retomou os seus assaltos, enquanto procurava iludir as autoridades. Meses depois, e após quase ser preso em várias ocasiões, foi traído e denunciado, e assassinado à porta de um cinema. O filme é bastante bom. É suficientemente fiel aos acontecimentos e à vida de Dillinger, mas mistura um pouco as coisas, alterando a ordem dos acontecimentos a fim de aumentar a tensão dramática (por exemplo, a morte de “Pretty Boy” Floyd é mostrada bastante antes da morte de Dillinger, mas aconteceu meses depois, num campo de milho). Além disso, o filme exagera as coisas. Porém, isto são concessões que eu aceito em virtude de o filme, além de ser uma peça ficcional, ser razoavelmente respeitador dos factos históricos. Não aceito tão facilmente a narrativa pouco explicativa: quem não conhecer bem Dillinger e a sua vida vai ter alguma dificuldade em acompanhar o filme. Isso pode ajudar a entender por que este filme foi um fracasso fora dos EUA, onde John Dillinger é pouco conhecido. Michael Mann é um director bastante competente, minucioso e respeitador do passado. Vimos essas características em “Last of the Mohicans” e “Collateral”, entre outros filmes de qualidade. O director faz um trabalho muito bom neste filme, que acompanha bem as peripécias da vida do bandido e as suas artimanhas para iludir a polícia. A cinematografia é magnífica e aproveita maravilhosamente a luz e a cor, especialmente nas cenas filmadas à noite, e os locais de filmagem, adereços, veículos, figurinos e cenários são convincentes e bastante realistas. A grande falha do filme, para mim, é a maneira desapaixonada como encara tudo. Considerando que o protagonista é um fora da lei e que nada daquilo que ele fazia era aceitável, termos conseguido gostar dele teria sido um bónus. Na verdade, o que mais me saltou aos olhos foi a linha extremamente ténue que separava os agentes da lei e os bandidos que eles perseguiam: pensem bem, Dillinger não foi detido para ser presente a um julgamento, foi executado em praça pública e rodeado de centenas de pessoas que se poderiam ter ferido se as coisas se tivessem descontrolado. Quem é herói ou vilão? As águas turvam-se, no filme como na própria vida. Resta-me falar do elenco, que é confiantemente liderado por Johnny Depp, um actor que tem um talento especial para personagens complicadas e fora do normal, e que nos brinda com uma interpretação muito competente. Christian Bale, um outro actor talentoso para personagens impactantes, encarnou o agente federal encarregado de prender Dillinger, e é extraordinário no seu esforço. Marion Cotillard faz o que pode no papel da namorada de Dillinger, mas a verdade é que o filme dispensava qualquer tentativa de romance, ainda que a personagem fosse necessária para entender a vida do bandido galã, e por isso ela não acrescenta grande coisa ao produto final. Há ainda notáveis adições ao elenco em que podemos citar Stephen Graham, David Wenham e James Russo.

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