Cabana do Inferno
Voltar
Cabana do Inferno

Cabana do Inferno

Tipo

Filme

Ano

2003

Duração

98 min

Status

Released

Lançamento

2003-08-15

Nota

5.7

Votos

1.424

Direção/Criação

Eli Roth

Orçamento

US$ 1.500.000

Receita

US$ 30.600.000

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Durante as férias com os amigos nas montanhas, o universitário Bert acidentalmente atira em um homem portador de uma doença infecciosa. Bert entra em pânico e abandona o homem no local. A vítima consegue chegar até um reservatório e acaba infectando a água. A doença que é contagiosa atinge um dos estudantes, e agora o grupo de amigos luta para evitar a contaminação.

Anterior5.7Próximo

Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Melhor do que outros filmes parecidos, mas ainda assim carregado dos vícios habituais nos filmes para adolescentes.** O filme está dentro do terror básico para adolescentes e, apesar de ser pouco original e estar sobrecarregado de clichés que já vimos mil vezes em cinema, funciona e entretém o público. Até consegue ser melhor do que muitos filmes semelhantes, e já vimos muitos. Aqui, o inimigo pode estar em toda a parte e, em última análise, acaba por ser o próprio isolamento. De facto, o título do filme indica isso, dado que a “febre da cabana”, do ponto de vista da psicologia, é uma espécie de psicose que surge em grupos de indivíduos isolados no mesmo local por tempo demais. A história é simples: cinco amigos vão para uma cabana de floresta para se divertirem após o fim do ano lectivo. Porém, encontram por lá um homem muito doente e com a pele marcada e vermelha. Assustados e receando que aquilo fosse contagioso, tentam afastá-lo mas acabam por o matar. A partir daí, isolados no meio de nenhures, o medo toma conta deles à medida que, um após outro, começam a mostrar sinais da mesma doença. Apesar de o roteiro ser bastante fraco e previsível, a tensão e o suspense são construídos com habilidade e, em última análise, isso torna o filme eficaz na sua tarefa. Infelizmente, concordo com a opinião de muitos críticos especializados que apontaram o dedo ao director, Eli Roth, e disseram que ele não sabia, por vezes, se estava a tentar assustar-nos ou fazer-nos rir. De facto, o filme tem tanto de assustador quanto de cínico e há diversas cenas, particularmente mais perto do final, onde o filme parece acentuar a veia sarcástica. Para mim, a parte final do filme foi muito fraca e mostrou que Roth (que também é parcialmente responsável pelo roteiro) não sabia como dar fim à sua história. O clímax é previsível e convencional e a forma como todas as personagens se comportam impede que desejemos outra coisa que não seja vê-las morrer, e depressa. O elenco é suficientemente capaz para as personagens, que são os clichés habituais dos filmes adolescentes e não exigem esforço dos actores. Rider Strong e James DeBello recebem duas das personagens mais fortes e interessantes, mas o restante elenco não merece virtualmente uma nota positiva. Joey Kern é altamente irritante com tanta hipocondria e individualismo; Jordan Ladd e Cerina Vincent estão ali por serem atraentes e para as cenas de sexo; Giuseppe Andrews é o polícia mais idiota que vi em muitos anos. O resto é esquecível e só faz o que realmente precisa de fazer. Tecnicamente, é um filme que não me chamou particularmente a atenção. A cinematografia é boa e usa habilmente as cenas de floresta e os locais de filmagem. Os efeitos especiais limitam-se aos cadáveres, ao sangue e aos sinais de doença nos corpos do elenco, mas funcionam bem e são verdadeiramente atemorizantes.

Fotos do título

Clique para abrir e expandir cada foto.