Inspetor Clouseau
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Inspetor Clouseau

Inspetor Clouseau

Colocar Clouseau em outro caso? Eles não ousariam!

Tipo

Filme

Ano

1968

Duração

96 min

Status

Released

Lançamento

1968-07-19

Nota

5.0

Votos

88

Direção/Criação

Bud Yorkin

Orçamento

-

Receita

-

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

O inspetor francês Jacques Clouseau é emprestado ao governo inglês para atuar numa missão especial da Scotland Yard, que investiga a quadrilha responsável por um grande assalto. Vencendo as adversidades com suas trapalhadas, Clouseau acaba se tornando cúmplice de um novo assalto sem saber quando os bandidos usam máscaras imitando seu rosto para cometer o crime.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Sinceramente, não sei como é que este filme não matou a franquia.** Continuando a ver a franquia cinematográfica *Pantera Cor-de-Rosa*, deparámo-nos com um filme que consegue ser radicalmente diferente dos dois antecessores. É um regresso da franquia em que parece que não regressou ninguém com ela: Blake Edwards deixou vaga a sua cadeira de director para ser ocupada por Bud Yorkin e Peter Sellers, ocupado noutro trabalho, não pôde envergar a gabardina do Inspector Clouseau, dando a oportunidade a Alan Arkin. Isto, associado a um roteiro fraco e desinteressante, faz deste filme um irritante fracasso. O roteiro nem se preocupa em criar uma boa história que justifique a forma como Clouseau é chamado a colaborar com a justiça britânica após uma série de roubos misteriosos: a ideia de que eles suspeitam de um traidor entre as forças policiais simplesmente não parece suficiente para o justificar, embora eu acredite que os franceses tenham visto com alívio a partida deste desastrado investigador para terras de Sua Majestade. É claro, graças a uma dose de sorte que é quase insana, o detective vai tropeçar na verdade, à medida que vai sendo alvo de uma série de atentados, o que nos leva a pensar que os ladrões podem ser doentes bipolares: ao mesmo tempo que parecem decididos a aproveitar-se da estupidez de Clouseau e a fazer troça dele, também parecem encará-lo como uma ameaça séria aos seus interesses e actividades. O trabalho do elenco é regular: apesar de não nos conquistar e de nos fazer sentir como um usurpador, Alan Arkin é eficaz e faz um trabalho decente. Infelizmente, copia muito da fórmula de Peter Sellers ao invés de acreditar nas próprias capacidades e dar um cunho mais pessoal à personagem que lhe foi dada. Frank Finlay aparece pouco, mas o pouco que faz é convincente e funciona. Delia Boccardo também não está mal e dá algum charme feminino ao filme, mas está muito longe de ser uma "sex symbol" ou um ícone de moda como foram Claudia Cardinale ou Capucine. Muito menos interessante, quase um erro em si, é a participação de Beryl Reid. Barry Foster é um vilão óbvio e a prova de que um penteado ridículo e mal escolhido pode tornar qualquer pessoa digna de riso. De facto, o problema mais sério deste filme acaba por não ser o elenco, mas o péssimo roteiro, os diálogos mal escritos e o humor quase idiota, que uma direcção desinspirada de Yorkin deve ter simplesmente aceitado com um encolher de ombros displicente. Há momentos do filme que nos fazem pensar onde tinham os roteiristas deixado o juízo quando escreveram o roteiro: é o caso de toda a sequência do Festival Escocês e uma propaganda quase obscena à marca de chocolates Lindt. De facto, o filme tem muito poucas piadas certeiras e muito humor estúpido. O filme tem uma cinematografia regular, dentro daquilo que era feito naquela época, e traz ao filme boas cenas e cenários londrinos, facilmente reconhecíveis. Há poucos efeitos especiais e o que foi utilizado parece barato demais para ser aceitável. A banda sonora, por sua vez, sai da mão hábil de Henry Mancini e decepciona-nos completamente, tal como a horrível sequência de créditos iniciais animada, sem qualquer humor ou criatividade.

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