Quo Vadis
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Quo Vadis

Quo Vadis

Três anos de produção! Milhares no elenco! Filmado em Roma!

Tipo

Filme

Ano

1951

Duração

171 min

Status

Released

Lançamento

1951-11-08

Nota

7.1

Votos

448

Direção/Criação

Mervyn LeRoy

Orçamento

US$ 7.623.000

Receita

US$ 21.037.000

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Após três anos em campanha, o general Marcus Vinicius (Robert Taylor) retorna à Roma e encontra Lygia (Deborah Kerr), por quem se apaixona. Ela é uma cristã e não quer nenhum envolvimento com um guerreiro. Mas, apesar de ter sido criada como romana, Lygia é a filha adotiva de um general aposentado e, teoricamente, uma refém de Roma. Marcus procura o imperador Nero (Peter Ustinov), para que ela lhe seja dada pelos serviços que ele fez. Lygia se ressente, mas de alguma forma se apaixona por Marcus. Enquanto isso, as atrocidades de Nero são cada vez mais ultrajantes e, quando ele queima Roma e culpa os cristãos, Marcus salva Lygia e a família dela. Nero captura todos os cristãos e os atira aos leões mas, no final, Marcus, Lygia e o cristianismo prevalecerão. Na filmagem da obra de Sienkiewicz, foram utilizados cerca de 32 mil figurinos e milhares de figurantes, dentre eles então os 'desconhecidos' Bud Spencer, Sophia Loren (então com 17 anos) e Elizabeth Taylor.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Uma obra de arte.** Este é um clássico da era de ouro de Hollywood e um dos grandes épicos. A acção decorre em Roma, no tempo de Nero, cruzando duas narrativas: a vida deste imperador, famosa pela sua loucura, e um amor impossível entre um general romano pagão e uma jovem cristã. As personagens principais são encarnadas por Sir Peter Ustinov (como Imperador), Robert Taylor (o General Marcus Vinicius) e Deborah Kerr (a jovem Lygia), três actores que tiveram neste filme o píncaro das suas carreiras, em qualidade e popularidade. Mas os nossos olhos voltam-se, quase instintivamente, para Ustinov, que merece ser aplaudido por causa da sua interpretação inspirada. Ele não interpretou apenas, mas realmente deu vida ao imperador. O profundo sotaque do actor britânico e o seu talento para declamar ajudaram muito a acentuar a teatralidade da personagem, um homem muito perturbado e convencido de que era um grande artista. Acredito que neste filme muito pouco corresponderá à realidade histórica e aos factos, mas a verdade é que, cinquenta e muitos anos após a estreia deste filme, nós temos um conhecimento muito mais profundo e completo de Nero, da sua personalidade e do seu reinado. Na época do filme, grande parte da informação que havia era quase exclusivamente das crónicas romanas posteriores ao seu reinado e deliberadamente pensadas para denegrir Nero. De qualquer modo, o filme é fiel ao que se sabia naquela época e isso é suficiente. Os cenários são verdadeiramente requintados, pensados ​​ao pormenor, dando ao público uma ideia clara da grandeza da Roma Imperial e dos Fora romanos. A banda sonora, de Miklós Rózsa, é fantástica e eu considero-a uma das mais grandiosas e épicas já feitas para o cinema, embora surja muitas vezes em fundo. Os figurinos foram bem feitos e são visualmente elegantes. Ainda temos de ter em mente o enorme esforço para fazer um filme destes, com centenas de figurantes e cenários em larga escala. Com estes filmes, entendemos o verdadeiro significado do termo "fábrica de sonhos", com o qual as pessoas apelidaram os estúdios de Hollywood durante muitos e muitos anos.

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