
O Calhambeque Mágico
O entretenimento musical mais fantasmagórico da história de tudo!
Tipo
Filme
Ano
1968
Duração
144 min
Status
Released
Lançamento
1968-12-17
Nota
6.8
Votos
726
Direção/Criação
Ken Hughes
Orçamento
US$ 10.000.000
Receita
US$ 7.500.445
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Na primeira década do século XX um carro de corrida, que tinha ganho três grandes prêmios, sofre um acidente e fica totalmente queimado. Algum tempo depois duas crianças, Jemima (Heather Ripley) e Jeremy (Adrian Hall), os filhos de Caractacus Potts (Dick Van Dyke), um inventor fracassado, vêem a carcaça deste carro de corrida, que seria vendido por 30 xelins. Eles imploram ao pai que o compre, mas Potts está sem dinheiro e o avô das crianças (Lionel Jeffries), que mora com eles, se encontra na mesma situação. Após uma tentativa desastrosa de vender uma de suas invenções para o Lorde Scrumptious (James Robertson Justice), o fabricante de doces da região, Potts consegue acidentalmente dinheiro suficiente em um parque de diversões. Potts compra o carro e, milagrosamente, transforma um veículo que estava caindo aos pedaços em um carro novo em folha.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Tentou igualar “Mary Poppins”, mas sem grande sucesso. Ainda assim, é um filme que vale a pena ver pelos seus próprios méritos!** Quando o director Ken Hughes decidiu investir neste projecto devia, provavelmente, estar a pensar em igualar o sucesso conseguido anos antes por “Mary Poppins”. Afinal, os dois filmes têm imensos pontos em comum para que o seu lançamento, em anos próximos, se possa considerar uma coincidência. Baseado num livro infantil de Sir Ian Fleming, o argumento escrito foi redigido pelo próprio director com a cooperação estreita de Roald Dahl, um escritor que tinha já vasta experiência com material infanto-juvenil. Apesar da competência de Dahl ser inquestionável, a história não pode ser considerada impecável. O filme é excessivamente longo e a concepção e edição não ajudaram a torná-lo mais leve e interessante para os mais jovens. Funcionaria melhor com adultos, mas a história é tão açucarada e pueril que parece ter preferido esquecer que as crianças vão ver filmes ao cinema acompanhadas por um ou mais adultos! Há várias secções do filme que parecem estar a mais, como se fossem parcelas de outros filmes e não parte de uma obra coesa: as coisas pioram a parte do meio, como se os argumentistas tivessem ficado sem saber o que dizer para fechar a história de modo satisfatório. A parte dos espiões, e mesmo as cenas no castelo, podiam ter sido dispensadas, encurtadas ou repensadas de maneira a se encaixarem melhor na primeira metade da trama. E o que hei-de dizer daquele “caçador de crianças”? Talvez seja o pior e mais adulto vilão que já vi num filme infantil! A nível técnico, o filme funciona muito bem: os valores de produção são elevados e todo o trabalho das equipas de concepção de cenários, de figurinos e de adereços é notável. Os sete carros construídos para o filme parecem verdadeiramente peças automóveis de luxo ao invés de meros adereços de cinema, e a casa da família Potts é lindamente bucólica e expressa bem a ingenuidade simpática dos seus proprietários. Para os exteriores do castelo foi aproveitado um local real, o Castelo de Neuschwanstein, na Baviera, um local lindo e que funciona muito bem. Por fim, uma nota positiva para a generalidade da banda sonora e das canções feitas para o filme, ainda que estejam longe de ficar no ouvido como as de “Mary Poppins”. Acerca do elenco, há poucas críticas que possamos fazer. Os actores fazem tudo o que é preciso, ainda que as suas personagens possam ser dispensáveis. Esse é o caso de Robert Helpmann, que faz muito bem o seu trabalho numa personagem que eu, provavelmente, removeria totalmente do filme. As duas crianças também fazem o que precisam de fazer, ainda que não possamos esperar muito delas. Gert Frobe é engraçado, mas não pode ser muito melhor dado que recebeu material básico, excessivamente simples. Lionel Jeffries é muito mais eficaz como alívio cómico e recebeu alguns dos melhores diálogos do filme, além de ter várias cenas enternecedoras, e particularmente quando contracena com Dick Van Dyke. Este actor, por sua vez, é o rei da festa, e oferece-nos aqui um dos seus mais impactantes trabalhos de cinema: ele não só representa muito bem o seu papel como ainda canta, dança e faz várias acrobacias dignas de circo, mostrando-nos bem a sua boa forma física, elasticidade, versatilidade e talento. Onde ele parece claudicar é na sua relação com Sally-Ann Howes, com quem faz par romântico. A química dos actores é por vezes muito mal trabalhada, ainda que ela seja igualmente boa actriz, tenha uma excelente voz para cantar e boa expressão física.
Fotos do título
Clique para abrir e expandir cada foto.
