Beethoven: O Magnífico
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Beethoven: O Magnífico

Beethoven: O Magnífico

O chefe de família é aquele com rabo.

Tipo

Filme

Ano

1992

Duração

86 min

Status

Released

Lançamento

1992-04-03

Nota

5.8

Votos

2.218

Direção/Criação

Brian Levant

Orçamento

-

Receita

US$ 147.214.049

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

A família Newton vive em uma casa confortável, mas parece que falta algo. Este vazio é preenchido quando um mascote vai morar lá, sendo que na verdade este filhote é um imenso cão são bernardo, que traz alegrias e também muitos tumultos para os Newton. Paralelamente, Herman Varnick, o veterinário do local, tem uma secreta e horrível segunda atividade que requer diversos cachorros para experimentos, sendo que Beethoven está na lista de Varnick.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Um dos melhores filmes familiares dos anos 90, que bem merece ser revisto hoje em dia.** Este é, provavelmente, um dos filmes familiares mais marcantes da década de 90, e teve presença regular assegurada nos momentos de cinema dos Domingos à tarde na televisão portuguesa até, praticamente, ao novo milénio. Portanto, eu cresci a ver este filme, mais do que uma vez, gostava bastante dele e foi com nostalgia sorridente que o revi hoje. O filme é bom e funciona muito bem da maneira como foi pensado: temos uma família de classe média, bem estruturada e convencional, numa casa bonita, com filhos adoráveis e muito amor e harmonia, que é quebrada pela chegada de um cachorrinho São-Bernardo que se torna no terrorista mais adorável da casa, encantando todos excepto o patriarca da família, geralmente alvo das diabruras do cão, mas que também se apaixona pelo animal. O vilão do filme é um veterinário insensível que usa a fachada da sua clínica para ocultar um negócio ilegal onde maltrata animais, sujeitando-os a diversas coisas que lhe pedem: no momento da acção do filme, ele procura avidamente cães para testar balas explosivas. É um vilão absolutamente digno do nosso ódio. Trata-se de um filme absolutamente convencional em termos técnicos: não tem nada de especial, e não deve ter tido um orçamento muito elevado para a época, mas faz tudo bem feito e não comete exageros ou falhas gritantes. O melhor do filme é, claramente, o cão que interpreta a personagem principal e que rouba as atenções sempre que aparece. Ele é bonito, é inteligente e faz tudo o que precisa, e deve ser um dos animais de cinema mais aclamados da década, sendo que os anos 90 foram férteis em filmes envolvendo animais, desde “Beethoven” a “Free Willy”. Charles Grodin é a estrela humana mais notável e que interpreta com melhor solidez o seu papel, oscilando entre o amor e o ódio pelo cão que os seus filhos amam apaixonadamente. Dean Jones, que deu vida ao vilão, consegue lidar bem com a personagem e dar-lhe os requintes de malevolência que precisa para funcionar. O grande problema deste filme não é o seu carácter familiar, que obrigatoriamente o põe num terreno desconfortável onde tem de tentar agradar um pouco a toda a gente, sabendo que não vai conseguir ser totalmente do agrado de todos. O problema reside mais noutro aspecto que os cineastas e equipa não poderiam ter imaginado naquele momento: a nossa visão dos animais mudou muito rapidamente em poucas décadas e a mera concepção de um veterinário que quer explodir cães com balas militares tornou-se simplesmente digna de reprovação total, e inaceitável para um filme destinado a crianças. Talvez por causa disso é que o filme recebeu a classificação “PG” nos EUA, e a classificação para maiores de seis anos de idade no meu país, Portugal. Temos de nos lembrar que, em 1992, ainda eram habituais o abandono de animais, os maus tractos a animais e até mesmo matadouros comerciais onde bois e vacas, destinadas à alimentação humana, eram mortos à paulada. Os cineastas não têm culpa que nós tenhamos uma mentalidade mais sensível a este tema.

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