Inimigo Meu
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Inimigo Meu

Inimigo Meu

‎Inimigos porque foram ensinados a serem. Sobreviventes porque tinham que ser.‎

Tipo

Filme

Ano

1985

Duração

108 min

Status

Released

Lançamento

1985-12-12

Nota

7.0

Votos

1.052

Direção/Criação

Wolfgang Petersen

Orçamento

US$ 40.000.000

Receita

US$ 12.300.000

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Dois guerreiros envolvidos em uma selvagem guerra futurística entre a Terra e o planeta Dracon, são abatidos e fazem aterrissagens forçadas em um planeta desolado e inóspito. A princípio, o humano e seu inimigo, um réptil alienígena, estão determinados a destruírem-se mutuamente. Mas após terem que enfrentar as forças da natureza e um ao outro, os dois pilotos perdidos gradualmente percebem que a única maneira de manterem-se vivos é superando o ódio mortal.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Um filme muito datado e insatisfatório para a generalidade do público, que carrega uma mensagem filosófica bastante ingénua sobre a guerra e os conflitos.** Este é um daqueles filmes que, quando lemos a sinopse, promete muita coisa, mas não é capaz de nos satisfazer completamente. Na sua tentativa de agradar a públicos diversos, do sci-fi ao drama e à acção, o filme acaba por não conseguir saciar ninguém e creio que foi essa sensação de insatisfação, mais ou menos geral, que levou o filme directo para o baú do esquecimento onde eu o fui encontrar. Lançado na era de ouro do sci-fi, quando o género conheceu um desenvolvimento muito assinalável e uma enorme popularidade, o filme tem uma história relativamente morna e começa com uma guerra entre humanos e uma espécie alienígena reptiliana chamada “drac”. Nós acompanhamos o combate entre duas naves espaciais num lugar remoto do universo até que ambas se despenham no mesmo planeta. A partir daqui, e para poderem sobreviver, ambos terão de colaborar um com o outro, o que abre portas a um diálogo e a um entendimento entre os dois inimigos. Eu consigo entender o que faz com que algumas pessoas apreciem este filme ou tenham a vontade de o ver: o filme tem alguma acção de boa qualidade que a direcção sólida de Wolfgang Petersen frisa e valoriza, e um roteiro com uma mensagem florida, humana e progressista sobre o preconceito, a forma como vemos o outro e a importância de ter um diálogo franco e aberto com ele. Isto é, o filme vem ainda no rescaldo daquelas ideias de paz e amor dos anos 70, onde parecia que todas as guerras poderiam acabar se houvesse a disposição para conversar e entender quem está do lado oposto. Porém, nem roteiro, nem director estão isentos de falhas: o filme é excessivamente lento e tem um ritmo variável e inconstante, sentimos que perde tempo com sentimentalismos dignos de uma telenovela e injecta doses de melodrama sem que tal seja positivo, como aquelas pessoas que ficam por dez minutos a falar de tudo antes de ir ao que realmente interessa. Com tudo isso, a acção, sendo boa, é escassa e não justifica o filme para os fãs de uma boa luta espacial. E a mensagem de paz subjacente ao roteiro esquece que todas as guerras começam por conflitos de interesses, não propriamente por falta de diálogo e preconceitos mútuos: eu posso entender muito bem o meu inimigo e achar que a guerra é algo horrível, mas decidir lutar se considerar que tenho boas hipóteses de vencer e ter acesso, assim, a uma vantagem ou ganho que eu não iria conseguir de outra forma. Apesar da sonoridade e fama de Dennis Quaid, o melhor actor presente no filme é Louis Gossett Jr., num fato e de uma máscara de alienígena. O actor não é brilhante, é razoavelmente mediano, mas consegue ser incrível no papel, principalmente quando tem ao lado um canastrão imaturo e sem carisma como Quaid. Já vi alguns filmes com ele, e o que ele faz aqui é, essencialmente, exagerar e parecer idiota. Brion James merece uma citação honrosa pelo vilão hábil a que deu vida, mas acrescenta pouco ao filme. Tecnicamente, encaixa-se no amplo espectro dos filmes sci-fi, de orçamento médio, dos anos 80: temos uma cinematografia decente o bastante para a aceitarmos pacificamente e alguns alienígenas criativamente inventados, a que se devem somar ainda alguns bons efeitos especiais. O aspecto geral é velho: é um filme visualmente muito datado e os cenários e figurinos, apesar de eficazes, são incapazes de parecer realistas. O som não é mau, mas a banda sonora não faz muito pela obra geral.

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