Muito Barulho por Nada
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Muito Barulho por Nada

Muito Barulho por Nada

Romance, Malícia, Sedução e Vingança.

Tipo

Filme

Ano

1993

Duração

111 min

Status

Released

Lançamento

1993-05-07

Nota

6.9

Votos

800

Direção/Criação

Kenneth Branagh

Orçamento

US$ 11.000.000

Receita

US$ 22.600.000

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

A trama gira em torno do casal de namorados, Cláudio e Hero, que tiveram consentimento para casarem-se. Porém o melhor amigo de Cláudio, Benedito, está apaixonado pela bela e venenosa Beatriz, mas não ousa reconhecer seu amor por ela. Beatriz está na mesma situação. Os dois vivem discutindo e brigando, mas um fato inesperado poderá ajudar essa história a ter um final feliz.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Prova que Shakespeare fica tão bem no cinema como no teatro.** "Muito Barulho por Nada" é das mais notáveis ​​comédias do extenso trabalho de Shakespeare. A sua trama é bem conhecida, especialmente do público de língua inglesa (nos países latinos, as obras deste notável autor inglês sempre foram menos populares), e gira em torno de uma calúnia habilmente forjada que separa um casal. O filme mantém o essencial, mas tem uma aura de leveza e idílio que é boa para a comédia. As piadas consistem em jogos de palavras e sarcasmo explícito. Acredito que muitos dos diálogos foram mantidos ou ligeiramente adaptados, pois continuam a soar como Shakespeare devia soar. O elenco tem nomes fortes ​​como Kate Beckinsale, Emma Thompson, Denzel Washington, Keanu Reeves, Robert Sean Leonard e Sir Kenneth Branagh (que também dirige e adapta o roteiro). A maior parte do elenco esteve à altura do desafio. Emma Thompson e Branagh merecem os parabéns pois brilharam pela interpretação perfeita das suas personagens. Denzel também esteve muito bem como o príncipe, irradiando liderança. Pessoalmente, não gosto de Keanu Reeves, sempre o considerei um actor monótono e inexpressivo, mas ele esteve bem aqui, numa personagem contida e soturna, consistente com as suas habilidades. Kate Beckinsale é uma boa actriz, mas a personagem que lhe deram não lhe dá mais trabalho que sorrir e declarar o seu amor de todas as formas. Existem alguns actores menos utilizados, mas a peça não estica, não é? Também gostei dos locais de filmagem, com um sabor muito italiano que concorda com o que é dito e feito no filme (a peça passa-se na cidade siciliana de Messina). Quanto aos trajes e roupas, no entanto, tenho dúvidas. Eles são fundamentais para o enquadramento temporal, e a verdade é que, se o filme reproduz a acção de acordo com as instruções da peça e foi feito um esforço para defini-la no contexto geográfico e cultural certo, a estrutura temporal parece ter sido negligenciada. Não posso dizer exactamente em que tempo histórico o filme define os factos mas uma coisa sei: não é o período em que a peça os coloca. Os uniformes militares apontam para meados do século XIX, mas se uma das personagens é um príncipe de Aragão, este enquadramento não faz sentido, pois Aragão já não existia como reino no século XIX. Por outro lado, é clara a ausência de roupa interior de época nos trajes femininos. Encenar um texto de Shakespeare no palco e na tela é um desafio para qualquer director. São textos pesados e cheios de detalhes, com uma legião de defensores fiéis e que estão prontos para atacar quem tentar beliscá-los. Mas a verdade é que o cinema se tornou uma espécie de "teatro popular", já que os próprios teatros estão a tornar-se cada vez mais caros e a arte dramática está a tornar-se elitista. Portanto, louvado seja Sir Kenneth Branagh por ajudar a manter Shakespeare acessível aos olhos de todas as pessoas.

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