A Rainha dos Condenados
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A Rainha dos Condenados

A Rainha dos Condenados

Tipo

Filme

Ano

2002

Duração

101 min

Status

Released

Lançamento

2002-02-10

Nota

6.1

Votos

1.151

Direção/Criação

Michael Rymer

Orçamento

US$ 35.000.000

Receita

US$ 45.479.110

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

O vampiro Lestat reinventou a si mesmo e agora é uma grande estrela do rock contemporâneo nos Estados Unidos. Sua música acaba despertando Akasha, a rainha de todos os vampiros, cujo poder é tão grande que para combatê-la todos os vampiros da face da Terra precisarão se unir a fim de evitar sua própria extinção. Mas assim como a música de Lestat inspira Akasha, que deseja fazer dele seu rei, ela também faz com que Jesse, uma jovem fascinada pelo lado negro da vida, se apaixone por Lestat.

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Reviews

Total: 2

Filipe Manuel Neto

**Português** _**Mataram os livros de Anne Rice!**_ Este filme tentou adaptar para o cinema dois livros de Anne Rice que retractam a vida do vampiro Lestat, sendo em teoria uma continuação do filme "Entrevista com o Vampiro", embora não haja ligação entre estas duas produções (lembre-se de que Tom Cruise e Brad Pitt protagonizaram esse filme, que foi um grande sucesso). Assim, este filme mostra o nascimento de Lestat para o mundo dos vampiros e a sua ligação com a rainha vampira Akasha. Mas quem espera que "A Rainha dos Malditos" seja um sucesso similar vai ter uma grande decepção. Na verdade, é o pior filmes de vampiros que já vi. Se você leu os livros de Anne Rice, esqueça-os. Dirigido por Michael Rymer, este filme tem um roteiro infeliz e vergonhoso escrito por Scott Abbott, um texto que sacrifica a profundidade dramática e psicológica dos personagens de Rice em favor de uma abordagem "pop-rock" do mundo dos vampiros, numa manobra que parece ter sido pensada para vender mais facilmente o filme ao público adolescente. O roteiro esqueceu por completo os livros em que deveria basear-se, atropelando Anne Rice e usando apenas os nomes dos personagens e o esqueleto da história que ela escreveu. Basicamente, é uma história diferente com os mesmos personagens desta notável escritora. Stuart Townsend assegura o papel principal de uma maneira relativamente capaz, e a cantora Aaliyah (falecida logo após as filmagens) deu vida à rainha dos vampiros de uma maneira interessante. Mas convenhamos: nenhum destes dois actores teria maneira de salvar este filme de ser desastroso a partir do momento que o roteiro é mau. Outra coisa profundamente desagradável é o retracto que o filme faz dos adolescentes, como um bando de atrasados mentais com sérios problemas de afirmação de identidade. Uma vergonha, uma tragédia: a grande vítima dos vampiros deste filme foram histórias de Anne Rice. **English** **_They killed Anne Rice's books!_** This film tried to adapt to the cinema two books of Anne Rice that portrayed the life of the vampire Lestat being, in theory, a follow-up of "Interview with the Vampire", although there is no connection between these two productions (remember that Tom Cruise and Brad Pitt starred in this film, which was a great success). So, this movie shows Lestat's birth to the vampire world and his connection to the vampire queen Akasha. But whoever expects "Queen of the Damned" to be a similar success will have a big disappointment. Actually, it's the worst vampire movies I've ever seen. If you've read Anne Rice's books, forget them. Directed by Michael Rymer, this film has an unfortunate and shameful script written by Scott Abbott, a text that sacrifices the dramatic and psychological depths of Rice's characters in favor of a "pop-rock" approach to the vampire world, in a maneuver that seems thought to sell the film more easily to teen audiences. The script completely forgot the books it was supposed to be based on, running over Anne Rice and using only the character's names and the basic structure of the story she wrote. Basically, it's a different story with the same characters. Stuart Townsend assures the lead role in a relatively good way and the singer Aaliyah (deceased soon after the filming) gave life to the vampire queen in an interesting way. But let's face it: neither of these two capable artists would have a way to save this movie from being disastrous from the moment the script is bad. Another deeply unpleasant thing is the film's portrayal of teenagers, like a bunch of mentally retarded people with serious identity-affirmation issues. A shame, a tragedy: the great vampire victim of this movie was Anne Rice's story.

Pedro Quintão

Apesar de Queen of the Damned ser um filme medíocre, possui alguns conceitos que despertam genuíno interesse e que, com um pouco mais de foco e cuidado nos detalhes, poderiam ter resultado num trabalho muito mais sólido quase a par de Interview with the Vampire. A história tem uma base com potencial, mas a execução é fraca e, por vezes, risível. Ainda assim, é um daqueles filmes que, mesmo falhando redondamente, acabam por se tornar fascinante pelo seu estilo exagerado e espírito muito “início da década de 2000”. Desde pequeno, quando fui ao cinema ver Spider-Man (2002) e me deparei com o poster de Queen of the Damned, que acho o figurino usado por Aaliyah magnífico. O guarda-roupa da sua personagem é absolutamente incrível, conferindo-lhe um visual ancestral. A presença dela tem um certo magnetismo e é icónica, mesmo que a sua participação no filme seja, infelizmente, muito reduzida. Confesso que, inicialmente, pensei que a limitação das suas cenas se devia ao falecimento trágico de Aaliyah, mas descobri que as filmagens terminaram meses antes do acidente, o que torna ainda mais estranho o quão pouco ela é aproveitada na narrativa. Visualmente, Queen of the Damned é uma verdadeira viagem no tempo. Há algo quase nostálgico na sua estética, tanto no melhor como no mais cringe. A banda sonora à base de metal, os penteados extravagantes, o exagero gótico e as transições digitais foleiras são uma mistura que, por mais desastrosa que seja, acaba por entreter e por ter uma certa arte (nunca pensei escrever isto). Mas o mesmo não se pode dizer dos efeitos visuais que são terríveis. Ver os vampiros a “voarem” daquela maneira tão ridícula é algo que provoca gargalhadas. O terror de Queen of the Damned reside, ironicamente, nas falas que parecem ter saído de uma telenovela barata ou de uma série da CW. O filme nunca consegue transmitir medo, mistério ou sequer sensualidade, que são elementos essenciais num bom thriller de vampiros. Notei também que houve muitos cortes na edição. Há transições abruptas e subtramas que surgem e desaparecem sem qualquer explicação. Fica a sensação de que existiam várias cenas descartadas que poderiam, no mínimo, ter oferecido um pouco mais de coesão ao resultado final. Ainda assim, há algo de involuntariamente divertido em tudo isto. Queen of the Damned é tão fraco e duvidoso que acaba por ser uma comédia deliciosa para ver com um grupo de amigos. Por outras palavras, é o típico “so bad it’s good”.

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