O Lutador
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O Lutador

O Lutador

Só a vida pode nocauteá-lo.

Tipo

Filme

Ano

2008

Duração

109 min

Status

Released

Lançamento

2008-09-07

Nota

7.5

Votos

3.968

Direção/Criação

Darren Aronofsky

Orçamento

US$ 6.000.000

Receita

US$ 44.734.660

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Randy "Carneiro" Robinson é um solitário e famoso lutador de wrestler que se sustenta através das lutas e de "bicos". Após um combate, Randy sofre um infarto e, depois de uma cirurgia, é informado que corre risco de morte se voltar a lutar. Assustado, divide sua angústia com uma stripper, por quem nutre um desejo e, que o ajuda a retomar o contato sua filha. Dividido entre um passado de glória e um futuro incerto, ele se vê pressionado a retornar ao ringue para uma importante revanche que pode mudar a sua vida.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Brutal e bastante gráfico.** Filmes de luta, ou em que o tema é o desporto de combate, apelam pouco ao meu gosto pessoal, mas eu ouvi falar tão bem deste filme que me resolvi a vê-lo. Não fiquei fã, e confesso que este estilo de combate é absolutamente asqueroso, misturando masoquismo com bailado (é tudo combinado previamente e coreografado). Mas o filme tem bons momentos e o elenco deu tudo por tudo, e merece esse reconhecimento. A história do filme gira em torno de um lutador, medianamente famoso, mas cuja carreira não é propriamente fulgurante há muitos anos, e a quem a idade começa, agora, a exigir descanso: o corpo está bastante maltratado, a vida na estrada e os vícios da profissão também cobraram o seu preço e o coração está fraco. Para preservar a pouca saúde que lhe resta, tem mesmo de abandonar o ringue e arranjar um emprego comum, mas a adaptação a uma nova vida promete causar-lhe grandes dificuldades. A crueza do filme pode surpreender, e até mesmo chocar, o público. E não falo apenas da brutalidade dos combates, quase sessões de tortura da inquisição espanhola! O filme não é meigo e mostra bem a cruel mudança de vida da personagem, e a forma como isso mexe com a sua auto-estima. Não é um filme agradável de ver, nem é adequado a qualquer público. A dureza das cenas e das situações é complementada com diálogos brutalmente sinceros, sem qualquer esforço para suavizar as palavras: as coisas são o que são. Mickey Rourke teve muita coragem e uma boa dose de sangue frio. Eu, pessoalmente, não sei se seria capaz de sujeitar-me a tudo o que ele teve de passar para interpretar a personagem que dá corpo à história deste filme. É um esforço, verdadeiramente, louvável, e o resultado disso é uma interpretação dramática poderosa, impactante e carregada de autenticidade. De facto, é a principal razão para ver este filme! Marisa Tomei também surge neste filme, no papel de uma ‘stripper’, e parece estar totalmente desinibida e a vontade nas cenas de nudez (ao que parece, ela dispensou os duplos de corpo). Ela é muito bonita, e uma actriz de talento que abrilhantou o filme com uma interpretação realmente muito boa. Tecnicamente, o filme é bastante interessante. Sendo um filme de orçamento relativamente baixo, fiquei surpreso pelo facto de nunca sentir essas limitações financeiras: o filme tem a aparência e a qualidade de um filme mais caro. A cinematografia é muito boa e os cenários, bem como os figurinos, têm boa qualidade e parecem muito bons. As cenas de luta são intensas, e o grau de brutalidade elevado, e há sangue autêntico ali, eu quase aposto. A banda sonora parece estar bem, concordando com o ambiente e a tónica geral.

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