
Quadrilha de Sádicos
Uma boa família americana. Eles não queriam matar. Mas não queriam morrer.
Tipo
Filme
Ano
1977
Duração
90 min
Status
Released
Lançamento
1977-07-22
Nota
6.2
Votos
1.032
Direção/Criação
Wes Craven
Orçamento
US$ 350.000
Receita
US$ 25.000.000
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Durante uma viagem de carro pela Califórnia, a família Carter resolve pegar um atalho. Para sua desgraça encontraram um grupo de canibais que transforma suas vidas num pesadelo infernal.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Envelheceu mal, perdendo o impacto que teve no passado.** Dirigido e escrito por Wes Craven, um dos directores mais conceituados no que toca aos trabalhos de terror, o filme apresenta-nos uma família norte-americana banal que se perde no deserto do Nevada a caminho da Califórnia e é violentamente atacada por um grupo de selvagens canibais que vive isolado por ali. Lançado nos anos 70, foi impressionante para o público da época, mas não posso deixar de considerar que envelheceu mal: parece excessivamente datado, até do ponto de vista visual e técnico, e a trama perdeu o impacto que outrora teve dado que os temas abordados passaram a ser corriqueiros no género. Um dos aspectos que prejudica o filme é o baixo orçamento. De acordo com a informação constante na página de curiosidades, até as câmaras usadas para a filmagem eram de um produtor de pornografia californiano e foram emprestadas ou arrendadas para o efeito, a um custo provavelmente reduzido. Por um lado, eu tenho de me curvar perante Craven e a sua equipa: eles foram capazes de vencer as adversidades, rentabilizar recursos e muitas vezes improvisar soluções para os problemas que iam aparecendo. Por outro, nota-se bem a pobreza dos adereços, dos figurinos e da concepção de alguns cenários, inviabilizando, por exemplo, a ideia de que aqueles selvagens do deserto seriam mutantes fruto dos testes nucleares que teriam ocorrido nas imediações. Eles parecem pessoas “normais”, até certo ponto, quero eu dizer. O filme não tem grandes actores, e isso é outro problema que temos de apontar: este elenco é bom, faz o que precisa de ser feito, mas não vai além dos mínimos exigíveis e ocasionalmente fica aquém do desejado. Michael Berryman, que deu vida a um dos mais temíveis atacantes, é quem mais se destaca do ponto de vista dramático, encarnando bem a personagem e dando-lhe uma brutalidade selvagem que o filme precisa verdadeiramente para funcionar da maneira que foi planeada. Infelizmente, o actor não singrou na carreira após este trabalho: recambiado para papéis muito fracos, este é o melhor filme que fez até ao momento. John Steadman também fez um trabalho bem feito, assim como Robert Houston e Janus Blythe. Dee Wallace, apesar dos créditos e talento, está subaproveitada aqui. Susan Lanier recebeu um material fraco e uma personagem irritante. Peter Locke e James Whitworth fazem o que podem, mas as personagens são más, mal caracterizadas e mal vestidas.
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