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Euclides
Assistir ao Bonez Tour 2005: Live at Budokan da Avril Lavigne foi tipo um choque de energia pura. Eu já curtia as músicas dela, mas ver esse show ao vivo é outra história. Ela tava no auge da fase mais “rocker” e rebelde, e dá pra sentir isso em cada performance. O clima é bem cru, sem firula, só ela, a banda e a galera enlouquecida. Eu curti porque não tem aquele excesso de produção que às vezes deixa tudo meio artificial — é Avril sendo Avril, com aquela atitude meio “não tô nem aí” e ao mesmo tempo super conectada com o público. Quando ela manda “My Happy Ending” ou “Sk8er Boi”, parece que o Budokan inteiro explode. É impossível não cantar junto, mesmo só assistindo de casa. E tem uns momentos mais calmos, tipo “Nobody’s Home”, que mostram um lado mais vulnerável dela, e isso dá um equilíbrio massa pro show. Pra mim, esse registro é quase um retrato da Avril no auge da juventude: intensa, autêntica e sem medo de se jogar. É aquele tipo de show que te deixa com saudade de uma época e ao mesmo tempo com vontade de sair pulando pela sala. Se eu fosse resumir: é Avril Lavigne no modo mais verdadeiro possível, e o Live at Budokan é prova de que ela sabia segurar um palco gigante só com carisma e atitude.
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