
Justiça Artificial
90 minutos para provar sua inocência ou enfrentar a execução.
Tipo
Filme
Ano
2026
Duração
100 min
Status
Released
Lançamento
2026-01-19
Nota
7.1
Votos
1.669
Direção/Criação
Тимур Бекмамбетов
Orçamento
US$ 60.000.000
Receita
US$ 54.708.061
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Em um futuro próximo, um detetive é acusado de assassinar a própria esposa. Ele tem 90 minutos para provar sua inocência à avançada justiça de Inteligência Artificial que ele mesmo ajudou a implementar.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Pedro Quintão
Tão memorável que me esqueci completamente que o tinha visto ao ponto de só me lembrar do filme porque apareceu numa publicidade, que me fez ter alguns flashbacks aleatórios de Mercy. Portanto, talvez isso diga mais o filme do que qualquer crítica que eu possa escrever. Antes demais, Mercy não é propriamente mau, é apenas o típico filme de ação e ficção científica que entretém durante 90 minutos e é apagado instantaneamente da memória assim que termina. A premissa até é interessante. Acompanhamos um homem condenado à pena de morte que tenta provar a sua inocência em 90 minutos perante uma Inteligência Artificial responsável por analisar o caso. Existe ali potencial para um thriller mais psicológico e até para alguma crítica social sobre tecnologia, vigilância e justiça automatizada, que nunca vai além do superficial. Contudo, o grande problema é que, a meio, o filme começa a complicar demasiado aquilo que devia ser simples. A narrativa tenta constantemente adicionar plot twists, subtramas, novas consequências e revelações atrás de revelações, mas sem nunca construir nada realmente inteligente ou impactante. Na verdade é mais uma tentativa desesperada e barata de disfarçar que, no fundo, estamos perante um filme bastante básico.\ Além disso, há vários detalhes que não fazem qualquer sentido. O exemplo mais gritante é o facto de as personagens estarem constantemente a filmar situações completamente banais do quotidiano, como discussões entre um casal ou conversas normais de família, é quase como se na realidade de Mercy toda a gente vivesse permanentemente a fazer vlogs da própria vida. Mesmo assim, se desligarmos o cérebro, até dá para passar um bom bocado, visto que tem ritmo suficiente para entreter e nunca chega a ser aborrecido. Só que também nunca faz nada para se destacar e nos marcar. Portanto, resta-me dizer que Mercy acaba preso naquela categoria muito específica de filmes: suficientemente bons para não serem maus e suficientemente maus para nunca serem bons.
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