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Tipo

Filme

Ano

2008

Duração

104 min

Status

Released

Lançamento

2008-02-21

Nota

7.1

Votos

518

Direção/Criação

Tom McCarthy

Orçamento

US$ 4.000.000

Receita

US$ 18.197.518

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Professor de Connecticut vai a Nova York para uma conferência e descobre que tem um casal de imigrantes ilegais morando em seu apartamento. Após o desentendimento, acaba dando abrigo para eles em seu apartamento e, aos poucos, vai se envolvendo com essas pessoas.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**É um bom filme, aborda temas interessantes, mas quer falar muito sem dizer muita coisa.** O que você faria se chegasse repentinamente ao seu apartamento, aquele apartamento que só usa ocasionalmente, mas que é seu mesmo assim, e encontrasse um casal a viver nele? Pois, é precisamente isso que acontece neste filme a Walter, um pacato professor universitário, que vive uma vida modorrenta e rotineira há décadas, e vê a sua vida mudar quando, ao chegar ao seu apartamento de Nova Iorque para fazer uma conferência, encontra dois imigrantes ilegais a viver lá, convencidos de que arrendaram a casa. Quem visita quem? Depende, eu penso, da perspectiva. O filme é dirigido e escrito por Tom McCarthy, que podia ter feito melhor se fosse mais directo no que quer dizer ao seu público. O filme é tão discreto que faz falta uma tomada de posição mais frontal, principalmente no que à política diz respeito. O roteiro é eficaz ao contar uma boa história, mas devia ser mais frontal na forma como tenta questionar a maneira como reagimos perante os imigrantes e o problema da imigração ilegal na América pós-9/11. O filme quer, com efeito, questionar a justiça do tratamento das autoridades perante estes imigrantes, mas não quer fazer abertamente uma crítica ao tema, particularmente actual para nós, na Europa do Sul, que temos imensos recém-chegados a atravessar o Mediterrâneo a nado. Por outro lado, faz também um exercício interessante ao colocar a vida pacata de um homem maduro do avesso. Às vezes, aquilo que precisamos é de um abanão para começar a aproveitar a vida de outro modo, e encontrarmos novas formas de felicidade. O elenco é poderosamente liderado por Richard Jenkins. O actor é bom e o seu trabalho aqui é forte o bastante para aguentar a maior parte do filme. Pessoalmente, não tive problemas com a maneira como a personagem muda e não vejo estranheza em ele se interessar pelo tambor. Aqui, em Portugal, esse tipo de instrumento vulgarizou-se graças ao contacto dos portugueses com África (como você certamente sabe, o meu país esteve bastante tempo presente lá) e eu lembro-me de ver colegas de escola, brancos como eu, com tambores parecidos. O actor é bom, mas estabelece uma relação pouco interessante com Hiam Abbass. A actriz faz bem o trabalho dela, mas tem pouco para fazer e a química deles não foi convincente. Eu nunca percebi se eles se unem por culpa e por medo ou se realmente há algum afecto. Mais convincente foi a relação entre Haaz Sleiman e Danai Gurira, a alegria e optimismo de Sleiman é um bónus bem-vindo, ainda que seja difícil de acreditar quando é preso. Não devia a prisão ter um efeito mais devastador na moral e no optimismo de alguém como ele? Tecnicamente, é um filme discreto, que aposta mais na história e no desempenho dos actores do que em qualquer subterfúgio cénico. A cinematografia é padrão, os cenários e figurinos são o que poderíamos esperar encontrar. A banda sonora não traz nada de realmente apelativo e a cidade de Nova Iorque, particularmente fotogénica, foi verdadeiramente mal aproveitada.

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