Notas Sobre um Escândalo
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Notas Sobre um Escândalo

Notas Sobre um Escândalo

O erro de uma mulher é a oportunidade de outra.

Tipo

Filme

Ano

2006

Duração

92 min

Status

Released

Lançamento

2006-12-25

Nota

7.1

Votos

977

Direção/Criação

Richard Eyre

Orçamento

US$ 15.000.000

Receita

US$ 49.814.392

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Barbara Covett é uma professora veterena de St. George que fica amiga de Sheba Hart, a nova e carismática professora de artes da escola. Barbara descobre que a amiga está tendo um caso com um aluno e se torna a guardiã desse segredo explosivo.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Luxúria, solidão e amargura num filme envolvente e com duas grandes actrizes.** Fiquei muito bem impressionado com este filme, que conjuga duas enormes e talentosíssimas actrizes e um roteiro cheio de tensão e muito bem desenvolvido. Não é algo novo ou original e há imensos filmes relativamente tensos que são passados em ambiente escolar. Posso citar um que vi recentemente, e de que me lembrei enquanto via este filme: “A Infame Mentira”. Tudo bem, o filme é sobre um hipotético relacionamento lésbico entre professoras, é outro tipo de escândalo diferente do que temos neste filme, mas de certo modo veio à minha mente. Não é um filme vencedor de prémios, mas foi indicado a dois BAFTA, três Globos e quatro Óscares. De resto, foi um ano competitivo, com vários grandes filmes a concorrer. O roteiro baseia-se muito ligeiramente num caso real em que uma professora manteve um caso sexual com um aluno menor. A situação é escabrosa e criminosa, apesar de ser também um tipo de fantasia sexual frequente de se encontrar. Todavia, o filme não é sobre isso, mas sobre a relação tortuosa entre a jovem professora e uma colega mais idosa, que descobre o segredo. Solitária, amarga, crítica, psicologicamente instável, com sérios problemas em relacionar-se com outras pessoas e, eventualmente, uma lésbica fortemente reprimida, a idosa cria uma relação abusiva onde subjuga e chantageia a suposta amiga, manipulando-a impiedosamente para obter a quase exclusividade da sua atenção. Além de uma história realmente boa, o filme tem um excelente elenco e duas enormes actrizes que fazem um trabalho soberbo. Judi Dench merece uma ovação de pé pelo trabalho que deixa neste filme: além da forma sarcástica, quase cruel, com que narra a história, a actriz foi enorme e impressionante na forma como deu vida à personagem e contracenou com a Cate Blanchett. Esta, por sua vez, também foi muito boa, e faz um trabalho igualmente bom, mas não consegue ter o magnetismo de Dench. As duas personagens também são muito diferentes: Blanchett tem em mãos uma personagem mais afável, mais unidimensional, menos complexa do que Dench, a quem é dado material mais desafiador, mais complicado, e uma personagem que é realmente um desafio para interpretar convincentemente. Apesar de jovem, e de ter um papel acessório no filme, também gostei da contribuição de Andrew Simpson. Tecnicamente, é um filme discreto, com uma excelente cinematografia, com notas sombrias de grande habilidade, que ajudam a adensar o ambiente tenso em que o filme se desenvolve. Com cenários e figurinos bons, mas dentro do previsível, e uma banda sonora relativamente boa que foi composta por Phillip Glass (não tão boa quanto a que ele fez noutros filmes, porém), o filme assume-se discreto, mas competente, e dá-nos excelentes valores de produção.

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