A Batalha de Seattle
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A Batalha de Seattle

A Batalha de Seattle

Tipo

Filme

Ano

2007

Duração

99 min

Status

Released

Lançamento

2007-09-07

Nota

6.3

Votos

269

Direção/Criação

Stuart Townsend

Orçamento

US$ 8.000.000

Receita

US$ 908.847

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Ano de 1999. Dezenas de milhares de pessoas vão às ruas de Seattle, em protesto contra a Organização Mundial de Comércio. De início o protesto era pacífico, pedindo o fim das conferências da OMC, mas logo se tornou um motim. O resultado foi a classificação de estado de sítio, que fez com que o Departamento de Polícia e a Guarda Nacional adotassem uma postura de combate aos manifestantes.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Tem alguns pontos de mérito, mas peca pela falta de neutralidade.** Eu era demasiado novo em 1999 para me lembrar deste encontro da Organização Mundial de Comércio. Todavia, tenho plena consciência de que este tipo de cimeiras costuma ser um ponto de reunião de manifestantes a favor de mil ideais: rebeldes sem causa, anarquistas, socialistas, comunistas, ambientalistas, teóricos da conspiração... Eu não sei bem o que se passou, mas não há dúvida de que estes protestos foram violentos e, até certo ponto, conseguiram atingir os seus objectivos, perturbando severamente a cimeira e a vida da cidade, e tornando-se numa notícia mais sumarenta e relevante do que a cimeira em si. Nas cimeiras seguintes, houve maiores cuidados. Eu poderia tecer uma série de considerações em torno da utilidade real da WTO, ou até se não haverá outras maneiras de incentivar um maior fluxo comercial e maior facilidade nas trocas comerciais entre países, tornando possível acabar com esta entidade, aparentemente questionável. Mas uma coisa eu aprendi, na minha vida: os donos do dinheiro, geralmente, ganham estas guerras, ainda que percam algumas batalhas no percurso. O filme é dirigido de modo muito competente por Stuart Townsend. O director não esconde que o seu coração e admiração estão com os manifestantes nas ruas, e o filme não é neutro quanto a isso. Assim, assistimos à glorificação dos protestos pacíficos, à diabolização das autoridades (ainda que os policias sejam retractados como homens que só fazem o trabalho deles) e ainda à exposição de muitos dos que, a coberto dos protestos, partiram e queimaram coisas só porque parecia uma boa ideia. Pessoalmente, eu teria preferido uma abordagem mais neutra, porque se a ideia era demonizar a economia e a WTO, isso deveria ter sido contextualizado melhor. O elenco conta com alguns nomes bem conhecidos, sendo que Martin Henderson acaba por ser um dos actores que merece o nosso aplauso. Ele fez um bom trabalho, está em excelente forma e aproveitou muito bem o material que lhe foi dado para dar personalidade e profundidade à sua personagem. Também gostei bastante do desempenho de Charlize Theron, no papel da esposa dele. Ray Liotta é muito bom no papel de um mayor que é ultrapassado pelos acontecimentos. O resto do elenco, todavia, senti que não se destaca, e não faz muito mais do que realmente tem de fazer. O filme tem uma extraordinária beleza cinematográfica pois consegue recriar muito bem o que se viveu nas ruas durante aqueles dias de Dezembro de 1999. A forma como tudo foi recriado é agradavelmente estética sem perder qualquer tipo de credibilidade ou realismo. Os cenários (as ruas) e os figurinos também ajudam muito e a cinematografia faz bom uso dos fumos do gás e dos efeitos de luz e sombra, além de uma série de filmagens com a câmara em movimento, que nos transportam para o meio da acção.

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