Predador: Assassino de Assassinos
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Predador: Assassino de Assassinos

Predador: Assassino de Assassinos

A caçada começa.

Tipo

Filme

Ano

2025

Duração

85 min

Status

Released

Lançamento

2025-06-05

Nota

7.8

Votos

1.318

Direção/Criação

Dan Trachtenberg

Orçamento

-

Receita

-

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Essa antologia animada original acompanha três dos guerreiros mais determinados da história da humanidade: uma pirata viking que guia o filho em uma busca sangrenta por vingança, um ninja no Japão feudal que se volta contra o irmão samurai em uma batalha brutal pela sucessão e um piloto da Segunda Guerra Mundial que voa para investigar uma ameaça sobrenatural à causa aliada.

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Reviews

Total: 3

Pedro Quintão

Estou mesmo a adorar esta nova vaga de filmes das sagas Alien e Predator, agora sob a alçada da Disney/Fox. Estão finalmente a conseguir dar sangue novo a estes universos sem os desvirtuar com filmes duvidosos. Quando anunciaram este Predator: Killer of Killers, confesso que fiquei com o pé atrás por ser uma animação. Contudo, surpreendeu-me. É uma antologia com três histórias distintas em épocas temporais diferentes, onde o Predator caça guerreiros específicos. O conceito é incrível e o ritmo frenético tornam-no numa incrível experiência na qual está sempre a acontecer qualquer coisa e nem damos pelo tempo a passar, enquanto somos catapultados para uma espiral intensa de ação e violência. O ponto mais fraco, infelizmente, é mesmo o final. Justamente quando as histórias se cruzam, aquilo que devia ser o clímax épico do filme, parece meio previsível e formulaico como se estivéssemos a ver o 3º ato de um filme da Marvel. Culpa disso também se deve ao desenvolvimento cómico da personagem apresentada na 3ª história da antologia que me chateava mais do que divertia. Além disso, no ato final há ali um esforço para ligar tudo e expandir o universo, mas é feito de forma algo genérica e sem aquele soco emocional ou criativo que esperava. Não é mau, mas também não é memorável. Mesmo assim, o saldo é super positivo. As duas primeiras histórias são as minhas favoritas. A primeira, com aquela protagonista consumida pela vingança, é brutal. Conhecemos uma mulher fria, sanguinária, praticamente impossível de simpatizar e mesmo assim entendemos o que a move. Está muito bem escrita. A segunda também é forte e interessante, mas a terceira, passada na Segunda Guerra Mundial, perdeu-me um bocado. Apesar de dar o mérito por tentarem criar algo diferente, o cenário e os combates aéreos tiraram-lhe um pouco de personalidade e emoção . Além disso, há um ponto que me dividiu: a animação. É bonita, sim, tem aquele estilo semelhante a Spider-Verse e Puss in Boots 2, quase como se fosse um misto artístico entre 2D e 3D, maas às vezes parece que o filme está a correr a 10 frames por segundo. Há momentos em que tudo fica meio clunky, parece que as cenas se arrastam visualmente, e isso quebrou um bocado a minha imersão. Mas tirando esses pequenos pontos negativos, fiquei mesmo contente com o resultado. Foi uma surpresa enorme e, honestamente, uma das experiências mais interessantes e envolventes que tive este ano com filmes de ação e ficção científica. Se mantiverem este nível, a nova era da saga Predator promete.

Priscila Oliveira

A animação que ninguém esperava… mas que entrega tudo! Com um orçamento estimado em US$ 10 milhões, Predador: Assassinos de Assassinos é a mais nova aposta do universo Predator — só que dessa vez, de forma silenciosa e estratégica. A animação foi lançada diretamente no Hulu (EUA) e no Star+ (Brasil), sem alarde nos cinemas. Os diretores Steve Yamamoto e Joshua Cooley explicaram que a escolha por uma estreia discreta e em formato animado foi justamente para testar novos formatos narrativos, alcançar públicos diferentes e aprofundar a mitologia dos Yautja (Predadores) de forma mais visceral e artística — algo que o cinema tradicional não permitiria com a mesma liberdade criativa. 🎬 E que surpresa boa! Se o último filme da franquia, Prey (2022), dividiu opiniões por causa da protagonista feminina Naru, aqui a crítica certamente encontrará um equilíbrio. A animação é dividida em três histórias brutais e entrelaçadas, que exploram não só a ação e violência marcantes da saga, mas também temas como honra, estratégia, superação e sacrifício. ⚔️ 1. Era Viking – O protagonismo feminino que convence Logo de início, somos apresentados a uma guerreira viking destemida e estratégica. A narrativa é forte, crua e muito bem construída — com cenas de combate que impressionam tanto pela estética quanto pela inteligência da protagonista. Não é sobre força bruta, é sobre astúcia. Uma história que exala poder e honra feminina em um campo dominado por sangue. 🤜🤛 2. Duelo entre irmãos – Quando a honra fala mais alto Na segunda história, vemos dois irmãos que precisam superar suas divergências para derrotar um predador. A construção é intensa, emocional e cheia de simbolismos. No final, o que resta é a união pelo bem maior, a honra em batalha e a redenção mútua. Uma abordagem madura e surpreendentemente sensível. ✈️ 3. Segunda Guerra Mundial – Um duelo no ar A última história se passa durante a Segunda Guerra Mundial, com um piloto como protagonista. É impossível não lembrar de Top Gun, mas aqui o inimigo é extraterrestre, implacável e mortal. A batalha nos céus é sufocante, inteligente e nos mostra que não é o poderio bélico que vence o Predador — e sim a estratégia, coragem e criatividade. Um dos confrontos mais eletrizantes da franquia. 🧬 Lore expandido e pistas do futuro Um dos grandes trunfos da animação é expandir o universo dos Predadores. Descobrimos, por exemplo, que os Yautja utilizam criogenia para preservar os melhores caçadores... e adivinha quem está congelada? Sim, Naru, de Prey, deixando a entender que ela pode retornar em algum futuro projeto da franquia. Essa conexão foi feita de forma sutil, porém genial — conectando os fãs antigos e novos em um mesmo ponto de tensão. 🔥 Veredito final Predador: Assassinos de Assassinos é, sem dúvidas, uma grata surpresa. Uma produção ousada, rica em detalhes, visceral e com um roteiro surpreendentemente coerente. Se você é fã da franquia, não pode deixar de assistir. Se você ainda não conhece, essa é uma excelente porta de entrada.

victor damião

"Predador: Assassino de Assassinos" funciona muito melhor do que como uma simples antologia de confrontos entre guerreiros históricos e Yautja, porque usa sua estrutura para discutir o que realmente transforma alguém em um grande guerreiro: a capacidade de matar ou a razão pela qual se escolhe lutar. Ursa, Kenji e Torres representam formas distintas de violência, habilidade e sobrevivência (a força brutal marcada pela vingança, a disciplina atravessada por rivalidade e culpa, e a inteligência adaptativa diante de uma superioridade tecnológica esmagadora), mas o filme progressivamente desmonta a ideia de que grandeza se resume à eficiência no combate. Os Predadores enxergam esses humanos como troféus justamente porque os reduzem àquilo que eles próprios mais valorizam: poder, caça, honra guerreira e capacidade de matar; no entanto, o grande erro dos Yautja é não compreender completamente aspectos humanos como lealdade, perdão, cooperação, sacrifício e a capacidade de transformar um possível rival em aliado. O arco de Ursa é especialmente significativo porque parte de uma existência moldada pela vingança e pelo risco de transmitir essa violência ao próprio filho, chegando a uma disposição de se sacrificar para garantir o futuro de outros, invertendo completamente a lógica inicial de sua jornada: a vingança exige que alguém morra pelo passado, enquanto o sacrifício aceita o próprio risco em nome do futuro. Já a trajetória de Kenji e Kiyoshi mostra como rivalidades íntimas podem consumir pessoas que, diante de uma ameaça real, descobrem que sempre foram mais fortes juntas do que separadas, e a presença do Predador funciona quase como um espelho que revela o absurdo de certas guerras pessoais. Torres, por sua vez, reafirma uma das ideias mais antigas da franquia: seres humanos raramente derrotam os Yautja por força ou tecnologia superiores, mas porque observam, aprendem, improvisam e se adaptam, explorando justamente a arrogância de uma espécie acostumada a se considerar o ápice da cadeia de caça. O último ato amarra tudo isso de maneira particularmente eficiente ao colocar os três protagonistas em uma arena concebida para fazê-los lutar entre si, como se os Predadores quisessem provar que os maiores assassinos da história inevitavelmente escolheriam a competição e a destruição; a resposta humana, porém, é a recusa dessa lógica, pois eles cooperam, e esse gesto se torna a verdadeira derrota filosófica dos Yautja antes mesmo da batalha física. O filme sugere, assim, que o maior guerreiro não é aquele que simplesmente consegue matar qualquer adversário, mas aquele que sabe reconhecer quando a pessoa diante dele não é seu verdadeiro inimigo. A revelação de que guerreiros extraordinários de diferentes épocas são capturados e preservados pelos Predadores amplia essa ideia de maneira perturbadora, porque mostra uma civilização que transforma indivíduos complexos (mães, irmãos, filhos, soldados, sobreviventes) em peças de uma coleção definida apenas por sua capacidade marcial, uma forma extrema de desumanização que também reforça o tema central da obra: violência pode produzir grandes assassinos, mas não necessariamente heróis. É nesse contraste que o significado do título se aprofunda, pois "assassino de assassinos" não descreve apenas os Predadores que caçam outros combatentes, mas também os humanos que conseguem derrotá-los, revelando uma cadeia na qual todo predador pode se tornar presa e toda posição de superioridade é temporária. Ao atravessar eras, do escudo/machado, à espada e à bala, o filme ainda propõe uma pequena história da guerra humana para mostrar que as armas mudam, mas medo, coragem, ódio, família, orgulho, sacrifício e vontade de sobreviver permanecem. O resultado é uma obra de ação violenta que não condena simplesmente o combate, mas questiona o momento em que a violência deixa de ser ferramenta e passa a definir a identidade de alguém, algo que os Predadores representam em seu estágio máximo: uma cultura em que caçar já não serve a um propósito maior, porque a própria caça se tornou o propósito. Por isso, a grande moral de Predador: Assassino de Assassinos está menos em quem vence cada confronto e mais naquilo que os Yautja não conseguem medir: o verdadeiro valor de um guerreiro não está apenas em quantos inimigos ele consegue destruir, mas em saber pelo que vale a pena lutar, quando é preciso interromper um ciclo de violência e quando a maior demonstração de força consiste justamente em se recusar a transformar o outro em inimigo. Nota: 8/10. Disponível na Disney Plus.

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