Segredos da Noite
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Segredos da Noite

Segredos da Noite

Tipo

Filme

Ano

1993

Duração

90 min

Status

Released

Lançamento

1993-12-07

Nota

4.4

Votos

16

Direção/Criação

Gregory Dark

Orçamento

-

Receita

-

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Ex-presidiário arruma emprego como agente de seguros e tem como primeira missão encontrar uma dançarina de boate. Entre prostitutas e cafetões, ele segue pistas que o levam à estonteante mulher, mas seus problemas estão só começa

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Esquecível, é um filme onde toda a acção pára para vermos o sexo.** Os tríleres eróticos foram um dos pontos fortes do cinema da década de noventa, e deram ao mundo sucessos como “Basic Instinct” ou “Eyes Wide Shut”, num contraponto com a quantidade absurda de comédias eróticas das duas décadas anteriores. Este filme é apenas mais um exemplar deste rol de filmes onde o sexo, mais do que um acessório ou um meio de captar audiências, é uma parte essencial da trama. Produzido por Andrew Garroni e dirigido por Gregory Dark, o filme conta a história de um criminoso condenado que arranja emprego numa seguradora durante o seu período de liberdade condicional. A sua tarefa é investigar fraudes e evitar que a empresa gaste o seu dinheiro com embustes, e ele é bom nisso, empregando o seu cinismo e experiência como criminoso para um fim produtivo. Acontece que ele é, também, um mulherengo doentio que não pode ver um par de pernas de mulher, e acaba envolvido com a ex-amante do seu chefe, que agora é casada com um mafioso extremamente perigoso e actua como gerente de um bordel de luxo. O que ele não sabe é que ela está desejosa para se livrar do marido e deitar mãos ao dinheiro do seguro de vida. Em geral, o filme vai agradar a quem procura um softcore artístico aceitável, isto é, quem quer ver alguma pele nua sem ter de recorrer à infame pornografia de ‘internet’ ou quem vê na nudez artística alguma forma bizarra de libertação ou empoderamento. Eu, que vi o filme basicamente para escrever sobre ele, não fiquei impressionado. As muitas cenas de sexo, a meu ver exageradamente prolongadas e gráficas, acabam por servir como um intervalo na exibição e podem perfeitamente ser fortemente cortadas numa pós-produção que queira, por exemplo, fazer uma versão mais palatável e com classificação mais baixa. Isto é, o filme “pára” para vermos o sexo, e isso não funcionou bem comigo porque deixa a sensação de que a trama é uma desculpa para justificar as cenas quentes. Para tornar as coisas ainda mais cansativas, a própria trama está cheia de buracos de lógica difíceis de engolir, sendo um dos mais óbvios a falta de razão lógica para um agente de seguros ser encarregado de investigar uma situação que, supostamente, aconteceu há anos e já teria sido resolvida. É evidente que é uma desculpa para aquele chefe obter informações a respeito daquela mulher em específico, tão evidente que desarma muito do que acontece depois. A relação entre as personagens femininas também não é muito bem desenvolvida e há várias que parecem ter sido inseridas apenas para criar mais sexo. A nível técnico, o filme também tem falhas graves. Além dos problemas de ritmo, não é capaz de recriar devidamente a tensão e ‘suspense’ próprios ao filme ‘noir’, que tenta imitar desesperadamente tanto na história que apresenta quanto na estética que recria! O filme quer ser ‘noir’, mas não consegue, não tem tensão ou ‘suspense’ para o ser. A banda sonora (que é um dos pontos fortes do filme) faz tudo o que pode para ajudar com melodias muito sensuais e envolventes, e a cinematografia enevoada combina bem com as cenas à noite, iluminadas pela luz da rua e pelos letreiros néon… mas nada disso cria ‘suspense’ sem uma trama desenvolvida de modo competente. Os actores, por sua vez, fazem o que podem para ajudar o filme, mas também eles viram os seus esforços prejudicados pela má concepção e desenvolvimento das personagens e dos diálogos, que por vezes roçam o ridículo. Nick Cassavetes e Deborah Shelton são as grandes estrelas aqui, e ambos têm uma química consistente e uma sensualidade que lhes permitiu frutificar neste tipo de cinema, mas eles não fazem milagres. Miles O’Keefe faz um bom trabalho para merecer o nosso desprezo, mas é basicamente para isso que ele está no filme e não pode acrescentar muito mais.

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