
Stalker
Não precisa falar. Você só precisa... se concentrar e relembrar toda a sua vida passada. Quando um homem pensa no passado, ele se torna mais gentil.
Tipo
Filme
Ano
1979
Duração
162 min
Status
Released
Lançamento
1979-05-25
Nota
8.1
Votos
2.471
Direção/Criação
Andrei Tarkovsky
Orçamento
US$ 120.000
Receita
-
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Um misterioso acidente deixou um lugar inabitável. Para evitar a aproximação de curiosos o lugar foi isolado e é protegido por soldados o tempo todo, sendo conhecido como A Zona. Existe a promessa de que em algum lugar da Zona há um quarto onde o desejo de qualquer pessoa será realizado, mas o caminho até ele está cheio de armadilhas, e apenas os homens conhecidos como Stalkers são capazes de guiar outros homens até lá.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Mais estilo do que conteúdo.** Este foi o meu primeiro contacto com a obra cinematográfica de Andrei Tarkovsky, um cineasta soviético que viria a terminar a sua carreira fora do seu país natal quando caiu em desgraça por supostamente gastar demasiado dinheiro em filmes pouco dignos dessa despesa. Uma atitude lamentável, mas típica de países que preferem gastar dinheiro em mísseis do que em apoios à cultura e à educação, principalmente após se considerar quão perigosa e insubmissa pode ser uma população culta e capaz de pensar sem ninguém de um partido a dizer o que é o certo. Este não é, todavia, um comum filme soviético, carregado de mensagens subliminares, mais ou menos directas, diabolizando os ricos e enaltecendo o esforço e dignidade dos trabalhadores. Pelo contrário. Tarkovsky leva-nos a um mundo desolado, aparentemente refém da autoridade repressiva. Não há nada bonito ali. E existe um espaço onde ninguém pode ir, chamado Zona, na qual existe, supostamente, uma sala que torna reais os sonhos de quem ali chegar. Porém, a dificuldade é imensa. Sendo um filme russo, é obviamente um filme enorme, maçudo e pesado. Convenhamos que é expectável: os russos gostam de coisas grandes. Grandes países, grandes exércitos, gigantescos canhões e mísseis. A Rússia cultiva esse gosto pelo gigantismo de que o Tsar-Pushka é símbolo proeminente. É difícil ver tudo, a forma como o filme se desenvolve, numa lentidão deliberada, é extenuante e sombrio. A cinematografia é parcialmente em sépia (a cor vem mais tarde, e as cores associam-se directamente à entrada na área proibida) e foi bem trabalhada, assim como o cenário e os locais de filmagem. O resto pura e simplesmente não interessa: é um filme que é quase silencioso e que coloca o estilo acima do conteúdo.
Fotos do título
Clique para abrir e expandir cada foto.
