
O Equilibrista
Tipo
Filme
Ano
2008
Duração
94 min
Status
Released
Lançamento
2008-08-01
Nota
7.4
Votos
993
Direção/Criação
James Marsh
Orçamento
-
Receita
US$ 2.957.978
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Em 1974, o francês Phillippe Petit desafia a gravidade e o perigo realizando a travessia entre as torres do World Trade Center.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Desinteressante.** Não sou um perito em avaliar documentários (nem qualquer outra coisa, não me considero uma autoridade em algum assunto em particular), mas confesso que não me senti particularmente empolgado com este documentário. Para um documentário vencedor de um Óscar, julgo que se podia exigir mais qualquer coisa. Para começar, o tema é-me bastante alheio. Não sou admirador de acrobatas de circo, nunca fui. Detesto o circo e quase tudo o que esteja relacionado, desde criança. Não sei porquê, é algo que já trago comigo. Gostei da forma como Philippe Petit perseguiu o seu sonho, mas é só isso. Como pessoa, Petit pareceu-me detestável: um homem pouco razoável, que não ouve ninguém quando toma uma decisão, um artista que era movido pelo próprio desejo de auto-afirmação, com uma personalidade excessivamente dominante e egocêntrica. No documentário, a sua esposa diz uma frase que, para mim, resume bem a personalidade e maneira de ser de Philippe Petit: “Tornámo-nos inseparáveis e, na vida dele, esqueci-me completamente da minha, e ele nem se importava em perceber se eu tinha o meu destino a seguir. Era evidente que eu tinha de seguir o dele”. Palavras para quê? O documentário aborda o tema de forma correcta e está tecnicamente bem feito, deixa tudo bem explicado e claro para quem vê. Todavia, parte de uma premissa incorrecta: a de que o público conhece de antemão o que Philippe Petit fez nas torres do World Trade Center. O público norte-americano talvez, e os fãs do funambulismo seguramente conhecerão bastante bem este acrobata… mas eu, tal como eu a maioria das pessoas na Europa, já nem se lembram do World Trade Center por outra razão que não seja a forma trágica como deixou de existir.
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