
1492 - A Conquista do Paraíso
Uma viagem rumo ao desconhecido séculos antes da exploração espacial.
Tipo
Filme
Ano
1992
Duração
154 min
Status
Released
Lançamento
1992-08-09
Nota
6.3
Votos
901
Direção/Criação
Ridley Scott
Orçamento
US$ 47.000.000
Receita
US$ 7.191.399
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Vinte anos da vida de Cristóvão Colombo, desde quando se convenceu de que o mundo era redondo, passando pelo empenho em conseguir apoio financeiro da Coroa Espanhola para sua expedição, o descobrimento em si da América, o desastroso comportamento que os europeus tiveram com os habitantes do Novo Mundo e a luta de Colombo para colonizar um continente que ele descobriu por acaso, além de sua decadência na velhice.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Épico, mas sem grande interesse pelos factos históricos.** Este filme aborda a viagem em que Cristóvão Colombo alegadamente descobriu a América. Todos conhecemos esta viagem das nossas aulas de história: o navegador genovês que, ao serviço da Coroa de Castela, descobriu a América numa tentativa frustrada de atingir as Índias navegando para Ocidente. Contudo, sobre Colombo e a sua viagem existem ainda uma série de controvérsias históricas, em que os autores e historiadores debatem e discordam. Para alguns, Colombo era castelhano e não genovês; para outros, era natural da Sardenha, então parte da Coroa de Aragão; uns poucos chegam mesmo a defender que ele era português. Muito mais seguras são as hipóteses de não ter sido Colombo a descobrir a América... com efeito, o italiano Américo Vespúcio reclamou para si a honra, e até baptizou o novo continente com o seu próprio nome e, vinte anos antes de Vespúcio ou Colombo pisarem terras americanas, já os navios do português João Vaz Côrte-Real haviam explorado as costas da Terra Nova e do Canadá, sem que o navegador se apercebesse que estava a pisar um continente totalmente novo. O filme, todavia, não explora nenhuma destas hipóteses e mantém-se preso à "versão canónica" dos acontecimentos, talvez por a considerar mais segura. Mesmo assim, não foi capaz de fugir aos erros históricos mais básicos, a maioria deles por falta de conhecimento da época, da mentalidade reinante e, parece-me, por ninguém daquela produção ter lido ou consultado os diários de bordo de Colombo. Com efeito, Colombo morreu a pensar que tinha chegado à Índia e nunca se apercebeu da descoberta que fez. Da mesma forma, os Reis Católicos apenas lhe deram financiamento porque sabiam, por fonte segura (a qual incluía, certamente, a espionagem aos vizinhos portugueses), que havia muitas terras na região por onde Colombo iria navegar... tudo bem! Eu sei que isto é um filme e não um documentário. Mas há um limite entre criar uma história com base em factos históricos e passar por cima desses factos. Nestes pontos, o rigor e o respeito pela história falharam, como falharam ainda na forma como certas cenas foram pensadas. Observem os detalhes. Todas aquelas bandeiras coloridas em toda a parte por exemplo... é simplesmente inverosímil e só foi aceite pelo director porque parecia bem visualmente. A interpretação de Depardieu não é má, mas o sotaque que ele usa estragou um pouco a performance do actor. A forma como os índios foram retratados também parece incorrecta e altamente estereotipada. Mesmo assim, o filme vale a pena porque é cinematograficamente belo, tem cenas épicas e retrata bem o esforço e a ousadia de quem se aventurou pelos mares naquela época. Uma coisa que não posso deixar de salientar: a extraordinária banda sonora de Vangelis, que se tornou um ícone da música para o cinema e é um dos valores mais elevados da produção deste filme.
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