
Tipo
Filme
Ano
2013
Duração
100 min
Status
Released
Lançamento
2013-02-01
Nota
5.8
Votos
554
Direção/Criação
Tom Elkins
Orçamento
US$ 8.000.000
Receita
US$ 5.127.434
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Uma jovem família muda-se para uma casa história na Geórgia e lá percebem que não são os únicos habitantes. Logo notam que há um segredo obscuro e ameaçador que derrubará todos no seu caminho...
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Uma falsa sequela sem brilho nem mérito.** Fiquei bem impressionado quando vi o filme *O Mensageiro dos Espíritos*. Confesso que estava à espera de algo pior e esse filme foi uma surpresa positiva. O que eu não esperava era poder vir a encontrar este filme tão estranho. Não é a primeira vez que me deparo com aquilo que eu chamo de “falsas sequelas”, isto é, filmes que são publicitados e vendidos como sequelas de filmes de sucesso, mas que não possuem nenhuma relação aparente com eles. É como aquele Peter Carpenter (estou a inventar para exemplificar a minha ideia), que diz que é primo do director John Carpenter tendo a clara consciência de que não é. Só assim podemos explicar que este filme tenha um título original inglês tão estranho, ao ponto de referenciar dois estados norte-americanos distintos e sem relação entre si. Quase simbólico não? Por isso, vamos esquecer totalmente o filme *Mensageiro dos Espíritos* porque eu vou concentrar-me neste filme e esquecer as miseráveis manobras publicitárias de estudos ávidos por dinheiro. O filme é vendido como sendo baseado em factos reais, mas eu não sei até que ponto as pessoas envolvidas nesses "factos reais" (e que até surgem em fotografia nos créditos finais) se sentirão satisfeitas com este filme, porque ele subverte tudo e constrói uma história nova em cima de nomes de pessoas verdadeiras. De qualquer modo, a história começa bem e com boas premissas, que depressa se vão desgastando à medida que o filme se revela previsível até às últimas consequências e carregado com os clichés habituais no género. O final é bastante fraco e aborrecido, atestando a mediocridade do argumentista, David Coggeshall. Tom Elkins teve a prova de que ser um editor competente e ter experiência em terror não é o suficiente para ser um bom director. No elenco, temos para assinalar os esforços medianos de Abigail Spencer e Katee Sackhoff. Emily Anlyn Lind faz o que tem de fazer mas não tem material nem experiência para surpreender. O restante é fraco, limita-se a aparecer e dizer as falas que tem de dizer. É um filme profundamente sombrio, com uma cinematografia escura e que nos dá sono. Os sustos limitam-se aos saltos habituais, dado que o filme não é capaz de criar uma atmosfera de tensão consistente e, nos raros momentos em que o faz, desperdiça a oportunidade e deixa cair tudo por terra. Há muitos efeitos sonoros e visuais, que por vezes funcionam bastante bem, mas que geralmente parecem estar dentro do que estamos à espera de encontrar. O CGI é fraco e parece falso, tanto quanto aqueles fantasmas, que se tornam inexplicavelmente cada vez mais nítidos à medida que o filme evolui. Além de ter sido vendido sob uma publicidade absoluta e vergonhosamente enganosa, este filme revelou-se tão fraco e previsível que foi para mim difícil ver os elementos redentores que me impediram de o classificar ainda pior.
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