O Melhor Lance
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O Melhor Lance

O Melhor Lance

Tipo

Filme

Ano

2013

Duração

130 min

Status

Released

Lançamento

2013-01-01

Nota

7.8

Votos

3.029

Direção/Criação

Giuseppe Tornatore

Orçamento

US$ 13.500.000

Receita

US$ 19.255.873

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

No universo da arte, Virgil Oldman é um nome reconhecido e apreciado. Contratado por uma jovem herdeira para leiloar sua coleção de artes, ele se depara com um mistério quando ela se recusa a vê-lo pessoalmente. Conforme tenta desvendá-la, Virgil começa a nutrir sentimentos pela moça.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Extraordinário** Não sendo propriamente um conhecedor do cinema italiano, fui atraído a este filme pelo facto de tratar de obras de arte. E ainda bem que lhe dediquei o meu tempo, pois descobri um filme verdadeiramente notável. A história centra-se na figura de Virgil Oldman, leiloeiro e coleccionador de arte misantropo e cheio de manias que, de repente, é contactado por uma misteriosa herdeira, desejosa de avaliar e, eventualmente, leiloar todo o recheio valioso da sua casa de família. Acontece que ela sofre de uma grave agorafobia, pelo que nunca sai da casa nem se deixa ver por ninguém, facto que deixa Oldman cada vez mais fascinado. Ao mesmo tempo, o velho leiloeiro encontra uma série de peças mecânicas na casa, que pensa pertencerem a um desaparecido autómato barroco que, a ser recuperado, teria um valor absurdamente alto. Tudo parece claro e transparente neste filme, brilhantemente dirigido por Giuseppe Tornatore… mas o filme oculta habilmente os seus segredos e não é tão previsível quanto parece, ainda que vá deixando adivinhar isso à medida que o final se aproxima. Para os puritanos, pode chocar graças à paixão lúbrica e obsessiva que o velho permite nascer por uma mulher com idade para ser filha dele, ou até neta. Mas o facto é que os cineastas italianos abordam este tipo de paixões bastantes vezes nos seus filmes e a história funciona maravilhosamente bem. Em segundo plano, desenvolve-se uma sub-trama envolvendo um autómato barroco e a falta de escrúpulos de um coleccionador de arte, apostado em comprar obras valiosas por preços muito abaixo do valor. Geoffrey Rush é um actor veterano e é excelente no papel do leiloeiro. Ele sabe como ser frio e distante, arrogante e elegantemente hierático, e consegue ir, gradualmente, desconstruindo isso à medida que os sentimentos da personagem mudam. Vale a pena ver este filme para ver o trabalho extraordinário deste actor. Ao seu lado, a jovem Sylvia Hoeks, que eu não conhecia e é excelente, num papel complexo e que exige muito trabalho de voz (ela não aparece durante um tempo considerável, sendo que apenas lhe escutámos a voz) e um rosto bonito. Na penumbra, o igualmente calejado Donald Sutherland é impecável num papel secundário, e Jim Sturgess faz também um trabalho notável. Tecnicamente, é um filme igualmente muito bom. Ainda que seja discreto, e permita à história e ao trabalho dos actores terem espaço para se destacar, o interesse dos valores de produção é elevado, começando por uma magnífica cinematografia, orientada por Flavio Zamarion. Com um olhar de artista, ele soube aproveitar ao máximo a beleza das pinturas e obras de arte, bem como a grandiosidade dos cenários, dos locais de filmagem, das paisagens, e criar um filme onde a beleza visual abunda e preenche o olhar. A luz e a cor também funcionam muito bem, dando ao filme uma elegância adicional. A escolha dos locais de filmagem e das obras de arte que foram usadas no filme foi, numa palavra, criteriosa, e a banda sonora, assinada pelo mestre Ennio Morricone, é verdadeiramente uma das melhores que ele compôs em tempos recentes.

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