
Tipo
Filme
Ano
2008
Duração
102 min
Status
Released
Lançamento
2008-08-06
Nota
6.0
Votos
259
Direção/Criação
Agnès Merlet
Orçamento
US$ 500.000
Receita
-
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Quando uma sombria e religiosa comunidade é sacudida pela morte de uma criança, uma psiquiatra é chamada para examinar Dorothy Mills, a adolescente acusada do crime. Apesar da resistência dos moradores, a terapeuta logo suspeita que Dorothy sofre de distúrbio de múltipla personalidade. Mas quando a garota fala com a voz do filho recém-falecido da médica, o que inicialmente parecia loucura pode ser o que os moradores acreditam... Dorothy pode ser um canal com os mortos.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Um dos melhores filmes de terror que eu vi nos tempos mais recentes.** Este filme de terror foi uma verdadeira surpresa para mim, a todos os níveis. A qualidade do filme é, no geral, superior ao que eu esperava encontrar e, apesar de não assustar nunca, cria uma tensão e suspense muito agradáveis e tem uma história que nos prende até ao final. Ambientado na Irlanda do Norte (penso eu), o filme mostra a viagem da psiquiatra Jane Van Dopp, destacada para fazer uma avaliação psicológica de uma adolescente, Dorothy Mills, acusada de tentar matar um bebé. Após chegar e sofrer um estranho e inexplicável acidente de carro, ela encontra uma aldeia tensa e uma recepção para lá de fria. Agrupados em torno do pastor e da igreja local, ninguém a quer ali. Porém, torna-se logo evidente que a jovem adolescente tem múltipla personalidade, assumindo diversos alter-egos. Mas as coisas ainda se tornarão mais estranhas quando ela descobre a verdade sobre o culto religioso na aldeia e o dom escondido que Dorothy carrega consigo, e que todos conhecem mas escondem. Confesso que fiquei admirado com a qualidade e ambiguidade da história desenvolvida neste filme, que sabe combinar bastante bem religião, fanatismo, sobrenatural, medo e ciência. No início, o filme aponta numa direcção mas rapidamente inverte o caminho e segue por outra via surpreendente, mas de modo coerente com o que vimos até então. Estas reviravoltas bastante inesperadas são muito eficazes e ajudam muito a prender a nossa atenção. Eu, pelo menos, vi o filme e nem senti o tempo a passar. Habilmente dirigido e escrito pela francesa Agnès Merlet, que eu desconhecia mas irei agora passar a acompanhar com interesse, o filme aposta em actores desconhecidos. Foi o filme de estreia de Jenn Murray, e ela não podia ter pedido melhor. Ela foi fantástica a todos os níveis e conseguiu um trabalho notável, especialmente tendo em conta a idade e pouca experiência da actriz quando fez este filme. Se ela mantiver esta qualidade, augura-se uma carreira notável. O papel da psiquiatra foi assegurado por Carice van Houten, uma actriz experiente e versátil que tem sido considerada uma das melhores do cinema europeu. Também ela foi excelente e deixa um trabalho digno de louvor neste filme. O filme tem ainda excelentes valores de produção. A cinematografia usa habilmente a névoa e a chuva habituais nas Ilhas Britânicas, com imagens de baixo contraste e cores lavadas que lhe dão um aspecto ainda mais sombrio e misterioso. Os cenários rurais e as paisagens campestres irlandesas também foram usadas com grande mestria, tornando o filme visualmente bonito e agradável. Não é um filme que aposte em CGI massivo ou efeitos especiais e visuais, mas tive a sensação que os soube usar para alterar, subtilmente, o visual da actriz principal consoante ela encarnava personas mais jovens ou até mesmo masculinas. Os cenários e figurinos também são bons e condizem com o ambiente e contexto rurais em que tudo se passa. Uma coisa que me chamou a atenção foi o uso de música tradicionalmente irlandesa nalgumas cenas de festa, pois gosto de música celta e irlandesa e acho que foi uma opção bastante coerente para essas cenas.
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