
Tipo
Filme
Ano
2002
Duração
113 min
Status
Released
Lançamento
2002-12-10
Nota
7.1
Votos
2.874
Direção/Criação
Rob Marshall
Orçamento
US$ 45.000.000
Receita
US$ 306.776.732
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Velma, a sensação de um clube noturno, assassina seu marido mulherengo. Então Billy Flyn, o advogado mais esperto de Chicago, é o escolhido para defendê-la. A novata cantora Roxie também acaba na prisão por matar seu namorado, e Billy também pega seu caso, transformando tudo em um circo da mídia. Elas aproveitam a repercussão e entram em uma disputa pelo topo do estrelato.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Um excelente filme musical com bastante valor de entretenimento e um aroma às glórias da Velha Hollywood.** Hollywood sempre gostou de filmes musicais, e sabe fazê-los com uma mestria incrível. Este é apenas mais um bom exemplo: ambientando-se no apelativo ambiente dos Loucos Anos Vinte, na frenética Chicago do tempo da Lei Seca e de Al Capone, o filme traz para a tela grande um famoso musical da Broadway inspirado num romance que, por sua vez, é decalcado de uma situação que realmente aconteceu, em 1924, com duas mulheres que cometeram crimes de homicídio e conseguiram ser inocentadas em processos judiciais de grande impacto mediático. Não é o primeiro filme sobre o tema, há versões muito antigas, mas é verdadeiramente imperdível para aqueles que gostam de musicais. Dirigido por Rob Marshall, o filme foi pensado como um grande espectáculo e o senso de palco está bem presente, como se estivéssemos a ver uma gravação de um espectáculo em palco. Por isso, não será surpreendente se eu disser que não é um retrato fiel da época histórica e que as personagens se comportam como coristas de vaudeville do nosso tempo e não como pessoas de 1920. Não importa, o filme acaba por compensar esse problema – a meu ver, uma falha irrelevante – com muito empenho do elenco, músicas excelentes (eu destacaria “All That Jazz”, logo na abertura, “When You’re Good to Mama”, com a grande Queen Latifah, e “All I Care About”, na voz de Richard Gere) e rotinas de dança impecavelmente bem feitas. A cinematografia ajuda a abrilhantar o espectáculo, com todo o apoio do pessoal de som, luz e efeitos. A edição também funcionou muito bem. Grande parte da força do filme assenta, assim, nas canções e danças apresentadas, onde o elenco é parte do espectáculo, cantando e dançando. Isso exigiu uma criteriosa escolha de actores capazes de aguentar essa exigência física. Richard Gere não constituiu uma surpresa para mim, o actor já anteriormente tinha dado provas de uma versatilidade incrível como dançarino, cantor e até compositor, mas acho que este filme foi a primeira vez em que o actor teve oportunidade de exibir estes dotes artísticos. Catherine Zeta-Jones também não me surpreendeu muito. Eu já tinha noção de que ela era fisicamente muito desenvolta e apreciava manter um certo dinamismo físico, mesmo por questões de saúde e forma física, e descobri que ela aprendeu a dançar ainda na infância. O que me surpreendeu foi a escolha de Renée Zellweger, mas ela mostrou-se totalmente a vontade com a exigência das rotinas e do canto, mesmo tendo uma voz com um timbre que nem acho particularmente bonito. O filme deve muito a este trio de actores talentosos, que foi capaz de estar ao seu melhor nível. Acho que também é justo destacar o contributo dado por Queen Latifah, actriz e cantora consagrada que nos brinda com um desempenho acima da média numa personagem que poderia perfeitamente tornar-se antipática ou cínica.
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