
Tina - A Verdadeira História de Tina Turner
Quem precisa de um coração quando um coração pode ser partido?
Tipo
Filme
Ano
1993
Duração
117 min
Status
Released
Lançamento
1993-06-09
Nota
7.0
Votos
358
Direção/Criação
Brian Gibson
Orçamento
US$ 15.000.000
Receita
US$ 39.100.000
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
A verdadeira história da lenda viva do rock´n roll, Tina Turner, com Angela Bassette e Laurence Fishburne. Tina é Anna Mae Bullock, uma garota do interior com uma voz especial que se apaixona pelo carismático Ike Turner. Juntos, conquistam o sucesso no mundo da música. Mas quando perdem o controle de suas vidas, a volta à realidade provoca um choque inevitável. Do fundo do poço ao mais alto nível, Tina viveu, sobreviveu e triunfou. Cheio de energia e performances eletrizantes, um filme que vai fazer você cantar, dançar e aplaudir.
Elenco principal
Reviews
Total: 3
Filipe Manuel Neto
**Um filme biográfico discreto, mas que me parece cumprir bem o seu papel.** Mesmo aqueles que não gostam devem, creio, ter a honestidade de reconhecer o impacto e a relevância da música de Tina Turner. Ela não agrada a todos (ninguém agrada a todos) mas não deixa de ser uma referência da música do século XX. Dona de um palmarés difícil de igualar, tem prémios diversos, vários Grammy e duas estrelas na Calçada da Fama, entre outras honrarias. O filme que temos aqui, fortemente baseado na autobiografia da cantora, mostra-nos um pouco da sua vida pessoal, da forma como se tornou famosa e do seu difícil casamento com Ike Turner. Eu nunca li o livro original, mas acredito que o filme omita muitas informações e dados para se tentar focar no principal. Brian Gibson assegura uma direcção eficiente e o roteiro é bastante bom, principalmente pela forma como se prende ao relato e aos factos, evitando melodramas e sentimentalismos enjoativos. Claro, nem tudo corre bem: o filme é bastante previsível, e o seu ritmo, apesar de agradável, passa por vários solavancos que são basicamente pausas musicais. O ponto mais relevante a favor deste filme é a excelente escolha do elenco e a forma impecável com que este actua. Lawrence Fishburne tem a difícil tarefa de dar vida ao truculento Ike (e não há muitas personagens mais asquerosas do que um marido violento), mas empenhou-se de tal modo que consegue captar a nossa atenção com um carisma magnífico. Ao seu lado, a grandiosa Angela Bassett nunca me pareceu tão poderosa e electrizante. Aliás, é verdadeiramente notável a semelhança dos dois actores com as figuras verdadeiras que encarnam. O filme conta com uma excelente cinematografia e bons cenários. Os figurinos, adereços e até automóveis têm um papel importante na construção do ambiente da época em que as coisas se vão passando (entre os anos 50 e o começo dos anos 80). A banda sonora também é boa e, como é de prever, assenta basicamente nas canções de Tina Turner e de Ike Turner.
Rosana Botafogo
**English** To think that her childhood was more painful, and it wasn't included in the film, how women put up with all this abuse (so real and current), toxic relationships, covered up by friends, family, mother, sad, it was good to have lived long enough to enjoy all her fame away from that troglodyte... Beautiful, a more than necessary tribute, an incredible artist, a story that encourages other women... An emblematic film, a cry for help and a musical one. **Portuguese** Em pensar que a infância dela conseguiu ser mais sofrida, e não foi inserida no filme, como as mulheres suportam essa abusividade toda (tão real e atual), relacionamentos tóxicos, acobertados pelos amigos, amigas, família, mãe, triste, bom foi ter vivido tempo suficiente para curtir toda sua fama longe daquele troglodita... Belíssimo, uma homenagem mais que necessária, uma artista incrível, uma história que encoraja outras mulheres… Um filme emblemático, um grito de socorro e musical.
victor damião
Achei "Tina – A Verdadeira História de Tina Turner" um filme forte, emocionante e muito eficiente ao mostrar a dor, a resistência e a reconstrução de uma mulher que precisou reaprender a existir fora de uma relação abusiva, e isso faz com que a mensagem sobre identidade, liberdade e superação funcione muito bem do começo ao fim; gosto especialmente de como a história deixa claro que amor sem respeito não é amor, e de como o título original, "What’s Love Got to Do with It", reforça justamente essa crítica à romantização da violência. Ao mesmo tempo, embora eu reconheça a importância da obra e a força do desfecho, que simboliza o renascimento de Tina e a conquista de sua autonomia, senti que em alguns momentos o filme dramatiza demais certos aspectos e simplifica outros, o que tira um pouco da profundidade emocional que a trajetória real dela merecia. Ainda assim, considero uma cinebiografia marcante, com uma lição poderosa e um final inspirador, mesmo sem ser perfeita, e por isso minha nota é 7/10. Disponível na Disney Plus.
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